Investigadores acreditam que daqui a 40 anos não haverá carne suficiente para alimentar toda a população mundial. Muita terá de ser produzida em laboratório.
A advertência faz parte de uma série de 21 artigos científicos encomendados pelo governo britânico para projectar a situação alimentar do mundo em 2050.
Segundo as conclusões a população será de 9 bilhões de pessoas, e o consumo de alimentos também crescerá, principalmente nos países em desenvolvimento. Por conseguinte, será necessário aumentar muito a produção de alimentos. Haverá competição por terra e por água, e o preço dos alimentos vai subir.
Nos últimos anos, a tecnologia ajudou. Técnicas de cultivo, sementes melhoradas e controlo de pragas aumentaram a produtividade.
Na pecuária, estudos genéticos, inseminações artificiais e redução de doenças fizeram os animais terem mais peso (30% a mais no caso das vacas desde 1960) e darem mais leite (30% a mais por vaca no mesmo período).
Porém, estes desenvolvimentos não se revelam suficientes. Aí entra a carne artificial, ou produzida em laboratório.
A carne in vitro é viável e pode ser produzida de uma forma mais saudável e higiénica que na pecuária actual, disse Philip Thornton, do Instituto Internacional de Pesquisas em Pecuária de Nairobi, no Quénia.
Estudos sobre a carne in vitro começaram há cerca de dez anos. Trata-se de retirar células de um animal vivo e fazer com que se reproduzam até resultarem num tecido muscular.
Para os investigadores, a necessidade poderá obrigar a população que hoje teme animais clonados a aceitar a carne produzida em laboratório.
Fonte: Avicultura Industrial