Investigadores do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (E.U.A.), descobriram as interacções químicas e os principais genes que levam a bactéria patogénica E. coli O157: H7 a colonizar o trato gastrointestinal dos bovinos. Os bovinos não só são hospedeiros assintomáticos da bactéria como também a podem excretar.
Para se disseminar, a E. coli expressa genes de diferentes formas, dependendo de onde se encontra: no rúmen, no fim do trato gastrointestinal ou fora do corpo do bovino. Compreender quando, como e porquê essas bactérias colonizam os animais pode ajudar a identificar estratégias para o evitar.
Os investigadores demonstraram que substâncias químicas denominadas acil-homoserina lactonas (AHL), que são produzidas por bactérias distintas da E. coli O157: H7, estão presentes no rúmen dos bovinos, mas estão ausentes em outras áreas do trato gastrointestinal.
As AHL representam um papel importante, pois a E. coli possui um regulador denominado SdiA, que tem a capacidade de perceber a presença das AHL. Quando isso ocorre, esse regulador promove a adesão da E. coli ao tracto gastrointestinal e a sua colonização.
Limitar a produção do regulador SdiA, ou bloquear a recepção bacteriana das AHL, poderia prevenir a colonização da bactéria no organismo dos bovinos.
Fonte: Agrodigital