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Nova solução para eliminar bactérias da pele dos frangos
2010-09-29
Qualfood

Uma nova solução de desinfecção, produzida a partir de ácido láurico e hidróxido de potássio, permite eliminar agentes patogénicos da pele dos frangos após o abate.

A pele das aves é uma das principais fontes de bactérias nesses animais, pois é a parte mais exposta à contaminação por patogénicos causadores de intoxicação alimentar. No entanto, nos últimos anos, tem-se conseguido minimizar grande parte da contaminação durante o processamento.

De acordo com os resultados de um estudo realizado por investigadores do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (E.U.A.), uma nova solução de desinfecção para frangos eviscerados, pode ser eficaz na remoção de patogénicos causadores de infecções de origem alimentar.

As Pseudomonas são dos patogénicos mais detectados em frangos, sendo responsáveis pela alteração da superfície da carne. Bactérias como a Salmonella, E. coli, ou Vibrio, também são frequentemente detectadas na carne, e provêm, na sua maioria, de contaminação fecal. Os bolores e as leveduras também podem chegar até à carne, através de equipamentos utilizados ou de sistemas de ar condicionado, pois são agentes que se encontram facilmente no meio ambiente.

A chave para a eliminação destes microrganismos é o desenvolvimento de novos agentes desinfectantes sem adição de cloro. Os investigadores acreditam que a solução passa por uma fórmula desenvolvida a partir de ácido láurico e de hidróxido de potássio.

No mercado, já existem outros produtos isentos de cloro, mas os especialistas do ARS pretendem criar produtos alternativos, com maior eficácia contra os patogénicos.

Ao longo desta investigação, publicada no International Journal of Poultry Science, os investigadores avaliaram diferentes maneiras de realizar a mistura de elementos químicos, a fim de encontrar o produto mais eficaz.

Numa primeira fase, alguns frangos foram desinfectados com diferentes concentrações de ácido láurico e hidróxido de potássio, para encontrar a proporção certa. Esta fase permitiu concluir que, após o aumento da concentração em 2% para o ácido láurico e em 1% para o hidróxido de potássio, era eliminando um grande número de patogénicos.

Numa segunda fase, os investigadores testaram diferentes formas de aplicação, recorrendo a variações de pressão e de pulverização, e averiguaram que a forma de aplicação não teve qualquer relação com a redução da contaminação.

Posteriormente, os investigadores centraram-se na relação entre a duração do tratamento e a redução da contaminação. Isto permitiu verificar que se se aumentar de 5 para 15 ou 30 segundos o tempo de tratamento, a redução da carga microbiana é notória.

A dureza da água também pode ser um factor relevante na eliminação os patogénicos residentes na pele dos frangos. A dureza varia conforme a localizações geográficas.

Para esta investigação, foram realizados vários testes com águas mais ou menos dura, o que permitiu verificar que, com a água menos dura, são removidas 37% mais bactérias.

Com base nestes dados, pôde inferir-se que a água utilizada nas instalações de processamento de aves pode ter um papel importante na qualidade da carne. O controlo da dureza da água durante o processo de tratamento é, segundo os investigadores, um factor a ter em consideração.

Fonte: Consuma Seguridad

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