A grande maioria das rações na União Europeia (UE), entre 85 a 90 % do total, está etiquetada como sendo geneticamente modificada (GM), a par de 95 % das importações de soja. Percentagens que crescem em paralelo com a expansão de Organismos Geneticamente Modificados (OGM) em países terceiros.
A razão para este crescimento de utilização de OGM na alimentação animal na UE deve-se ao facto da produção animal comunitária ser muito dependente das importações de soja e milho da América, tanto do norte como do sul, onde a utilização de sementes GM estão a aumentar.
Diante deste cenário, o comissário europeu de Saúde Pública, John Dalli, anunciou na 6ª Conferência de Regiões Livre de OGM, em Bruxelas, que os serviços da Comissão Europeia (CE) estão actualmente a considerar uma proposta de uma «solução técnica» para a presença a baixo nível de OGM não autorizados em rações, sempre que diga respeito a organismos dependentes de uma autorização da UE.
O objectivo seria harmonizar os métodos de amostragem, análises e interpretação de resultados pelos serviços oficiais de controlo dos Estados-membros, uma “solução técnica” que segundo o comissário não acabava com a política de tolerância zero, apenas a tornava mais operativa para evitar problemas de fornecimento de matérias-primas para a alimentação animal.
Fonte: Agrodigital