Aproximadamente 20% dos materiais plásticos utilizados em utensílios importados de países não pertencentes à União Europeia (UE), destinados a contactar com alimentos, não está em conformidade com a legislação comunitária e representam riscos para a saúde, segundo revela um estudo recente.
O referido estudo foi realizado no sentido de avaliar a segurança alimentar dos produtos importados para a UE "sem qualquer tipo de controlo", explicaram as entidades responsáveis pela investigação.
Neste trabalho os investigadores avaliaram a segurança de artigos domésticos reutilizáveis (como a tupperwares, espátulas, tigelas, coadores, tábuas de corte, recipientes para embalamento de alimentos, copos, pratos e talheres) e produtos para bebés e alimentação infantil, tais como chupetas e biberões.
De acordo com os resultados da investigação, 20% dos produtos testados não cumprem com a legislação comunitária, pois transferem substâncias prejudiciais à saúde para os alimentos, em quantidades superiores às permitidas por lei. Além disto, foram detectadas bastantes falhas na rotulagem destes produtos.
O estudo salienta que aproximadamente 88% dos produtos testados não são sujeito a medidas de rastreabilidade adequadas. A documentação associada aos produtos, muitas vezes, é "incompleto ou mesmo ausente, o que faz com que não existam certezas de que todas as substâncias utilizadas na sua produção são permitidas", revela uma das investigadoras. "Isso é perigoso para o consumidor porque estes produtos geralmente tendem a estar em contacto directo com alimentos", advertiu.
Entre as falhas de rotulagem detectadas destacam-se: a falta de referência ao número de registo sanitário em 93% dos produtos, falta de indicações de utilização em 71%, falta de indicação do importador em 17% e falta de indicação do fabricante em 24% dos produtos.
Fonte: Consuma Seguridad