Um estudo, publicado no Journal of Hazardous Materials, sugere que antioxidantes instáveis podem provocar a destruição de acrilamida, reduzindo o conteúdo total de acrilamida nos alimentos.
Segundo os investigadores, os antioxidantes inibiram a formação de acrilamida, através da reacção com um dos seus principais precursores, a asparagina livre.
A acrilamida é uma neurotoxina conhecida e um composto cancerígeno, formado por uma reacção induzida pelo calor entre os açúcares redutores e a asparagina livre. O processo, conhecido como reacção de Maillard, é responsável pela mudança de cor dos alimentos nos processos de confecção a altas temperaturas, como a fritura.
A acrilamida tem sido alvo de muitas investigações, e já foi detectada em inúmeros alimentos, incluindo pão, bolachas, biscoitos, doces, produtos fritos e café.
Os principais objectivos desta pesquisa eram avaliar os efeitos do composto nos seres humanos e melhorar os métodos de produção, a fim de reduzir ou eliminar a acrilamida de alimentos.
A referida pesquisa investigou os efeitos de vários antioxidantes, e seus produtos de oxidação sobre a prevenção da formação de acrilamida e a eliminação da mesma.
Os investigadores relataram que os antioxidantes estáveis não podem, efectivamente, destruir ou inibir a formação de acrilamida. Porém, certos antioxidantes menos estáveis, quando adicionados a uma solução de acrilamida, revelam sinais de eliminação da mesma.
Também foi identificada uma correlação positiva entre os grupos carbonilo e a formação de acrilamida, o que sugere que os antioxidantes podem também inibir a formação de acrilamida por inibição da formação de compostos carbonílicos em óleos de culinária.
Fonte: Food Navigator