Pela primeira vez, investigadores do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (EUA), demonstraram que várias estirpes de Aspergillus niger apresentam a capacidade de infectar milho e amendoins, sob a forma de endófitos (dentro dos organismos vegetais). Os investigadores também demonstraram que, em condições laboratoriais, estas estirpes produzem micotoxinas.
Ao longo deste estudo, os investigadores desenvolveram um processo molecular e, em seguida, utilizaram-no para identificar mais de 18 estirpes de A. niger.
Segundo o grupo de investigadores várias estirpes de A. niger pode produzir ocratoxinas, que são micotoxinas cancerígenas que podem afectar pessoas e animais. Estas estirpes eram, anteriormente, consideradas como incapazes de produzir micotoxinas.
A. niger pertence a um grupo de fungos produtores de esporos, e é um contaminante comum em milho, amendoins, ingredientes importantes na alimentação humana e animal, e produtos com estes ingredientes.
Os resultados obtidos sugerem ainda que o A. niger também contribui para a produção de fumonisinas no milho e em outros cereais. As fumonisinas são uma classe de micotoxinas cancerígenas produzidas por fungos, principalmente Fusarium.
De acordo com o grupo de investigação, o complexo de estirpes de A. niger comporta-se como um endófito no milho e em amendoins. Três das estirpes de A. niger em estudo não apresentam quaisquer sinais da sua presença nos produtos contaminados. Estas estirpes podem ser patogénicas e representar um risco de segurança alimentar.
O A. niger é geralmente considerado como patogénico pós-colheita, que causa a podridão da uva, milho e outros frutos e grãos.
Fonte: USDA