O Instituto de Investigação Alimentar, no Reino Unido, está a desenvolver um novo método para a detecção de esporos de Clostridium botulinum não proteolítico.
Esta bactéria representa uma grande ameaça para a saúde, e é geralmente associada a alimentos refrigerados e enlatados. A abordagem feita pelo Instituto de Investigação Alimentar fornece informações específicas sobre a neurotoxina causadora do botulismo.
A neurotoxina botulínica é, das toxinas conhecidas, a mais perigosa (apenas 30 ng da neurotoxina é suficiente para causar a doença ou mesmo a morte), e o consumo de apenas 0,01 g de alimento contaminado com Clostridium botulinum pode resultar em botulismo.
A maioria dos casos de botulismo alimentar é causada por duas bactérias conhecidas como Clostridium botulinum não-proteolítica e Clostridium botulinum proteolítica. A principal diferença entre estas bactérias é que a não-proteolítica tem capacidade para produzir toxinas a baixas temperaturas (aproximadamente 3 ºC), enquanto a proteolítica não se desenvolve a temperaturas inferiores a 12 ºC.
A capacidade de crescer a temperaturas de refrigeração, torna o Clostridium botulinum não-proteolítico um risco em alimentos refrigerados, tais como refeições pré-confeccionadas refrigeradas.
O novo método de detecção de Clostridium botulinum não proteolítica fornece informações relevantes sobre a incidência de esporos nos alimentos. Uma das principais características deste novo método é que ele é específico para Clostridium botulinum não proteolítico, o que o distingue de técnicas anteriores, que não foram optimizadas para distinguir os dois tipos de Clostridium botulinum.
O novo método é muito sensível e robusto, e foi projectado para fornecer dados relevantes para indústria alimentar, no que diz respeito à análise de perigos microbiológicos, aumentando assim os níveis de segurança alimentar.
Fonte: Science Daily