12 de Abril de 2026
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Embalagens alimentares desenvolvidas a partir de milho
2010-10-19
Qualfood

Essas novas embalagens, desenvolvidas a partir de amido, são adequadas para contacto com alimentos e resistentes ao calor.

Reciclagem, economia de água e luz, diminuição da poluição e procura de soluções alternativas para eliminar desperdícios, são acções cada vez mais comuns entre os cidadãos de todo o mundo. De acordo com estas orientações, no âmbito da ecologia são estudadas as melhores formas de equilibrar o desenvolvimento com o meio ambiente e a segurança.

Um das formas de caminhar para este equilíbrio é o desenvolvimento de materiais plásticos através do milho, para produção de copos ou recipientes alimentares com capacidade para suportar altas temperaturas.

Os plásticos produzidos a partir de milho ou outros recursos naturais renováveis são biodegradáveis. Os desenvolvidos a partir de produtos petroquímicos também o são, mas provêem do petróleo, uma fonte não-renovável e finita.

A utilização do milho tem claras vantagens para o meio ambiente e, consequentemente, resulta em menos poluição, principalmente, menos emissões de gases de efeito estufa.

Uma iniciativa do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (EUA), faz parte de um acordo cujo objectivo é a partir do milho para obter um produto biodegradável, ou seja, desenvolvido a partir de um material que pode ser degradado pela acção dos organismos vivos e que, por sua vez, tem as características necessárias para cumprir as funções correspondentes, como é o caso das embalagens para conservar alimentos.

Porquê o milho?

O milho contém amido em quantidades elevadas. Este amido pode ser processado e transformado em plástico. No entanto, é uma substância solúvel em água e sensíveis à temperatura, que deve ser modificada para atingir os resultados pretendidos.

O processo começa com a fermentação do açúcar do milho. Durante a fermentação, os microrganismos convertem o amido em ácido láctico. Em seguida, este é tratado com produtos químicos para se obter uma estrutura molecular semelhante aos polímeros de plásticos comuns. Esta nova estrutura é o ácido polilático, um bioplástico também conhecido como o PLA.

Uma vez obtido o PLA, os especialistas do ARS observaram que esta substância não é muito resistente ao calor, assim como outros plásticos desenvolvidos a partir do petróleo, que não pode ser usado em determinadas aplicações. Para resolver este problema, os especialistas desenvolveram um novo produto para modificar a temperatura de deflexão térmica, que provoca a deformação do PLA. Para isso, usaram uma mistura, que, em contacto com o PLA, aumenta a sua tolerância a altas temperaturas. Esta nova substância é produzida com 90% de milho, é biodegradável e permite que a temperatura de deflexão térmica aumente aproximadamente 10 ° C.

Os investigadores afirmam que com mais estudos podem ser desenvolvida uma grande quantidade de produtos à base de bioplástico PLA.

Indicado para conservar alimentos

Muitos dos alimentos que adquirimos são armazenados em embalagens de plástico. A sua função é proteger os alimentos contra possíveis danos e agressões externas. São embalagens económicas e duráveis, pelo que, são utilizadas pela industria alimentar em quase todos os alimentos.

O principal problema destas embalagens é a reciclagem, pois são produtos petrolíferos e, portanto, não são fontes renováveis de energia e são um problema para o meio ambiente.

Com o desenvolvimento destes novos plásticos, renováveis e biodegradáveis, obtêm-se embalagens que, além de serem adequadas para conter alimentos, são amigas do ambiente. Através destes plásticos desenvolvidos com milho, os especialistas pretendem desenvolver copos, embalagens de comida e garrafas para bebidas. Além disso, durante o processamento, também podem aplicar alguns tratamentos térmicos nas embalagens de produtos como molhos de tomate ou sumos, situação que ainda está a ser trabalhada.

Actualmente, utilizam-se embalagens desenvolvidas a partir de bioplástico, como a celulose que é usada para conservar os alimentos. Na França, Reino Unido e Itália, estes são usados para produtos frescos, como frutas ou vegetais. Nos EUA, estão a começar a substituir os recipientes de plástico normal, provenientes na maioria dos casos do petróleo, por bioplásticos desenvolvidos a partir de milho.

Fonte: Consuma Seguridad

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