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Campylobacter interage com outras bactérias em prol da sua sobrevivência
2010-10-28
Qualfood

A bactéria Campylobacter jejuni é das principais causas de intoxicação alimentar em humanos. É normalmente transmitida através de carne de frango contaminada, e pode ser facilmente encontrada nos intestinos das aves, onde aparentemente não resulta em nenhum sintoma.

A Campylobacter jejuni está bem adaptada à vida nos intestinos de animais e seres humanos, contudo, é surpreendente a sua capacidade para sobreviver na superfície da carne, que geralmente é armazenada em ambientes mais ricos em oxigénio.

Investigadores da Universidade de Medicina Veterinária de Viena, conseguiram resolver este enigma, demonstrando que a Campylobacter jejuni consegue sobreviver em ambientes com níveis elevados de oxigénio, graças à presença de outras bactérias, como a Pseudomonas.

A interacção entre as diferentes espécies parece ser o mecanismo utilizado pela Campylobacter jejuni para sobreviver na carne de frango e, assim, infectar seres humanos.

Os resultados deste estudo foram publicados no Applied and Environmental Microbiology e forneceram informações muito relevantes para combater a campilobacteriose em seres humanos.

A superfície da carne contém normalmente uma elevada quantidade de bactérias que, felizmente, raramente são prejudiciais aos seres humanos, apesar de estarem associadas com a deterioração da carne.

A possibilidade de interacção dessas bactérias não era uma hipótese descartada pelas comunidades científicas, por conseguinte, os investigadores da Universidade de Medicina Veterinária de Viena decidiram avaliar se as interacções com outras bactérias poderiam influenciar na sobrevivência da Campylobacter jejuni. Para tal, os investigadores estudaram a sobrevivência desta bactéria na presença de outras espécies.

Quando incubada isoladamente ou em conjunto com bactérias, como Proteus mirabilis e Enterococcus faecalis, a Campylobacter sobreviveu a níveis de oxigénio equivalentes aos níveis atmosféricos não mais que 18 horas. Contudo, quando incubada junto com várias estirpes de Pseudomonas, a Campylobacter conseguiu sobreviver muito mais tempo, em alguns casos mais de 48 horas, tempo mais que suficiente para causar uma infecção. Curiosamente, não há evidências de que a Pseudomonas beneficie com a interacção.

Os resultados deste estudo abrem novas portas para o controlo da contaminação da carne destinada ao consumo humano com Campylobacter. Os investigadores afirmam que, “com base neste estudo, será possível desenvolver novos mecanismos para minimizar os níveis de Campylobacter em carne de frango e, portanto, a incidência de intoxicações alimentares pode ser muito reduzida”.

Fonte: Science Daily

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