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Erradicação da peste bovina
2010-10-29
Qualfood

A comunidade científica está prestes a controlar completamente a peste bovina, uma doença fatal para os animais.

Jacques Diouf, director geral da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), referiu, durante o simpósio mundial sobre a erradicação da peste bovina, recentemente realizado em Roma (Itália), que o controlo e a erradicação da peste bovina são, desde sempre, prioridades para a FAO. Diouf salientou ainda que a doença afectou a Europa, a Ásia e a África ao longo de vários séculos e levou à morte de milhões de animais.

Quando a doença surgiu pela primeira vez em África, no início do século XX, obrigou a população a abater uma quantidade incalculável de animais, situação que levou à escassez de alimentos. Especialistas afirmam que cerca de 33% da população da Etiópia morreram de fome devido à pandemia.

A FAO e a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) anunciaram, em comunicado, a erradicação global da peste bovina, depois de terem avaliado os relatórios oficiais da doença em vários países.

O principal objectivo é libertar todos os países da peste bovina. Para tal, foi necessário implementar um sistema para verificar as medidas necessárias para cumprir o objectivo a curto e a longo prazo e fornecer aos países o apoio necessário.

Este sistema foi denominado “Procedimento OIE”. Parceiros do Programa Global de Erradicação da Peste Bovina (GREP) e do Gabinete Interafricano para os Recursos Animais (IBAR) propuseram modificações ao “Procedimento OIE”, para o ajustar à nova situação epidemiológica da doença. A OIE adoptou em 2007 o novo capítulo e anexo do Código Sanitário para os Animais Terrestres referente à peste bovina, o que lançou a campanha para erradicar a doença até 2011.

A FAO colaborou com a OIE, a Organização Internacional de Energia Atómica (AIEA) e outras instituições para investigar a evolução e a natureza da peste bovina, apoiando os serviços veterinários na detecção e controlo da doença, desenvolvendo e implementando campanhas de vacinação.

Bernard Vallar, director geral da OIE, afirma que estão confiantes que, em Maio de 2011, na Assembleia de Representantes da OIE, será oficialmente reconhecido que todos os países pendentes estão livres da doença e que poderá ser dada como concluída a actividade no âmbito do “Procedimento OIE”.

Fonte:CORDIS

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