O adoçante entrou no dia-a-dia dos portugueses e está para ficar, seja por razões estéticas ou de saúde. São cada vez mais aconselhados pelos especialistas como alternativa ao açúcar. Há os mais aconselháveis para grávidas ou para doentes ou só com excesso de peso.
Seja por razões estéticas ou de saúde, muitos portugueses já se renderam ao adoçante, uma substância com poder de estimular o sabor doce dos alimentos, com menos calorias do que o açúcar.
"Existem dois tipos de adoçantes, sendo que a principal característica que os distingue é o fornecimento de energia", afiram a nutricionista do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, Joana Ferreira.
"Há os adoçantes nutritivos, que fornecem sabor doce aos alimentos e bebidas, porém são energéticos; e os adoçantes não nutritivos, que são um modo de oferecer aos consumidores a possibilidade de saborear o gosto doce com baixo ou nulo teor energético", explica ainda a nutricionista.
A polémica em torno dos adoçantes existe há anos, com a proibição da sua comercialização nos anos 70, por causa dos perigos que podiam trazer para a saúde. Porém, os especialistas portugueses são categóricos a dizer que a sua adição aos alimentos é inofensiva e pode mesmo trazer bastantes vantagens.
Segundo Nuno Borges, da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, "quanto mais se investiga, mais seguro parece ser usá-los no nosso dia-a-dia".
Para o especialista, existem vantagens na sua utilização, sobretudo na produção de refrigerantes. "Há adoçantes, como o aspartame, que são incorporados nos alimentos para substituir o açúcar. Em certos casos, como pessoas que tenham problemas de peso, é preferível um refrigerante com 0% de açúcar do que o tradicional." E constata: "Substituir açúcar por adoçantes parece conferir uma vantagem em situações como a obesidade, diabetes e mesmo a hipertensão arterial."
A nutricionista Rita Ferreira partilha da mesma opinião: "Os adoçantes não nutritivos apresentam várias vantagens no que diz respeito ao controlo de peso, dos níveis de glucose e prevenção de cáries dentárias."
Segundo a especialista, a entidade reguladora dos medicamentos e alimentos dos Estados Unidos da América (US Food and Drug Administration) aprovou cinco adoçantes não nutritivos: a sacarina, o aspartame, o acessulfame de potássio (ou acessulfame-K), a sucralose e recentemente o neotame.
Ainda que para a maioria das pessoas a opção por um ou por outro adoçante seja indiferente, o mesmo não acontece quando há problemas de saúde concretos. Por outro lado, "devido aos seus efeitos laxantes, as quantidades de adoçantes consumidas devem ser limitadas, especialmente em crianças e idosos", conclui Joana Ferreira.
Fonte: DN Ciência