Para planear uma dieta não basta ter uma tabela de calorias e uma calculadora, revela o novo método divulgado pelos «Vigilantes do Peso» em Inglaterra.
O grupo defende que também é necessário mudar a forma de contabilizar cada tipo de alimento. O total, agora, tem que incluir também a quantidade de energia que o corpo gasta para digerir cada alimento.
A carne pede mais energia na digestão do que uma fatia de bolo. Por conseguinte, a ingestão de uma caloria de carne engordaria menos do que uma de bolo.
«A contagem considera agora proteínas, hidratos de carbono, fibras e gorduras. O corpo gasta mais energia para digerir fibras e proteínas», segundo Rodrigo Strickland Faro, um dos directores da Vigilantes do Peso.
No entanto, é difícil calcular quanta energia é gasta por cada pessoa no processo de digestão de diferentes alimentos, segundo a nutricionista Fernanda Pisciolaro, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica).
«O que sabemos é que há uma percentagem diferente de absorção dos nutrientes.» Gorduras e hidratos de carbono têm uma taxa maior de absorção do que as proteínas. «Isso tem a ver com o índice glicémico.»
Alimentos com maior índice glicémico aumentam mais rápido a taxa de açúcar no sangue e dão uma menor sensação de saciedade.
A preparação dos alimentos também pode mudar a proporção de nutrientes absorvidos. «Quando se refoga o arroz, isso dificulta a absorção do amido. Se o arroz for consumido com salada e carne, a absorção também é mais difícil.»
Fonte: Diário Digital