A Comissão Europeia (CE) apresentou uma proposta em relação à febre catarral ovina, com base no princípio "é melhor prevenir que remediar". Neste sentido, a proposta introduz uma maior flexibilidade na política de vacinação, que deverá limitar o impacto para os agricultores por perdas directas e indirectas (morbidade e mortalidade, interrupção do comércio de animais vivos das espécies bovina, ovina e caprina).
A proposta, que deverá entrar em vigor em 2011, vai alterar a Directiva 2000/75/CE, permitindo a vacinação em áreas consideradas livres da febre catarral ovina (o que actualmente não é permitido) e, assim, abrir caminho para a vacinação preventiva.
Em 2006 e 2007, a União Europeia (UE) enfrentou o maior surto de febre catarral ovina jamais visto no seu território. Posteriormente, o número de casos tem vindo a diminuir. Em 2008, surgiram 45.000 focos em toda a UE. Este número caiu para 1.118 em 2009 e apenas 120 este ano.
O sucesso é largamente atribuído às campanhas de vacinação nos Estados-Membros, co-financiadas pela CE ao longo dos anos.
Fonte: Agrodigital