13 de Abril de 2026
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Migração de químicos de embalagens para alimentos
2010-11-24
Qualfood

Investigadores da Universidade de Toronto (UT), no Canadá, descobriram que determinados produtos químicos utilizados nas embalagens de pipocas, destinadas a ir ao microondas, migram para os alimentos.

Os ácidos carboxílicos perfluorados (PFCAs) são os produtos da degradação de químicos, amplamente utilizados em aplicações industriais e domésticas que incluem revestimentos resistentes a óleo, destinados a produtos de papel aprovados para contacto com alimentos, entre outros.

Dos PFCAs, o mais conhecido é o ácido perfluorooctanóico (PFOA) e tem sido detectado no organismo de seres humanos por todo o mundo.

"Suspeitamos que a maior fonte de exposição humana ao PFCAs pode ser o consumo e metabolismo de tensioactivos de fosfato de polifluoroalquilo (PAPs), refere Jessica D'eon, estudante do Departamento de Química da UT envolvida no estudo. Os PAPs são aplicados em embalagens de papel para alimentos, com o objectivo de as tornar resistentes à gordura alimentar, tais como embalagens de comida rápida e sacos de pipoca para microondas".

No estudo da UT foram utilizados ratos para avaliar a concentração de PFCA no organismo, resultante do consumo e metabolismo de PAPs. Os ratos foram expostos aos PAPs por via oral ou por injecção e foram vigiados ao longo de três semanas, para que fossem avaliadas as concentrações de PFCAs, incluindo PFOA, no sangue dos animais.

A exposição humana aos PAPs já tinha sido avaliada em estudos anteriores, porém, não tinha sido avaliada a concentração de PFCA resultante desta exposição. Os investigadores usaram as concentrações PAPs anteriormente observadas no sangue humano, juntamente com as concentrações de PAPs e PFCAs observadas nos ratos, para calcular a exposição humana aos PFCAs, incluindo PFOA.

"Detectamos concentrações significativas de PFOA no sangue dos ratos, o que permite concluir que o metabolismo dos PAPs pode ser uma fonte importante de exposição humana ao PFOA, bem como a outros PFCAs", referiu Scott Mabury, coordenador da investigação e professor do Departamento de Química da UT.

Os investigadores consideram esta descoberta de grande relevância, pois pretendem descobrir a forma de controlar a exposição humana a este químico, mas isto só é possível se a origem desta exposição for bem conhecida.

Com este estudo, os investigadores conseguiram demonstrar que a utilização de PAPs em embalagens alimentares contribui para a exposição humana aos PFCAs, incluindo PFOA. Segundo os investigadores, não se pode afirmar que os PAPs são a única fonte de exposição humana ao PFOA, mas podem garantir de forma inequívoca que os PAPs são uma fonte e os resultados do estudo apontam que esta exposição pode ser bastante significativa.

O interesse pela exposição humana aos PAP tem vindo a crescer. O Governos do Canadá e a Europa já revelaram a intenção de começar a realizar programas de monitorização destes produtos químicos. Os resultados desta investigação fornecem informações adicionais valiosas para tais entidades reguladoras.

Fonte: Science Daily

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