Os alimentos confeccionados que sobram todos os dias em estabelecimentos de restauração e cantinas têm como destino final as lixeiras.
Os profissionais da restauração e hotelaria justificam esta situação com a legislação em vigor, mas a Autoridade de Segurança Alimentar e Económica (ASAE) diz tratar-se de uma má interpretação da lei.
Para aproveitar estas refeições é necessário criar uma rede de recolha da comida nos estabelecimentos e entrega a quem mais precisa. Trata-se de cerca de 7% das 500 mil refeições confeccionadas todos os dias em Portugal, segundo dados avançados pela Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal (AHRSP). Estes 7% traduzem-se em 12.775 milhões de refeições desperdiçadas anualmente.
Para a Associação, não há dúvidas de que a lei é “taxativa e impede o aproveitamento das refeições”. No entanto, a ASAE refere que não há nenhuma lei que impeça os restaurantes de aproveitarem os restos. Apenas há que ter cuidado no transporte destas refeições excedentes, que deve ser realizado em viaturas preparadas para o frio e para o quente.
Perante esta situação, a ASAE e a AHRSP têm mantido contactos para criar uma rede nacional entre produtores, distribuidores, restauração e sociedade civil que permita aproveitar estes alimentos.
Na internet, existem já várias iniciativas para acabar com o desperdício alimentar.
Fonte: Sol