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Eurobarómetro: Percepção dos riscos associados aos alimentos
2010-11-22
Qualfood

Os portugueses tendem a seleccionar produtos frescos e saborosos, mas que sejam em conta, no entanto, não se mostram preocupados em verificar as calorias e os nutrientes (açúcares, gorduras, etc.), segundo refere um novo inquérito Eurobarómetro, publicado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), no qual se disponibilizam dados referentes a factos sobre a alimentação dos portugueses.

O inquérito, onde se inclui a informação relativa a Portugal, tem vindo a ser realizado desde 2004, usando entrevistas directas como principal metodologia.

A maioria dos cidadãos europeus associa os alimentos e o acto de comer ao prazer. E as pessoas que se preocupam com os possíveis riscos associados aos alimentos tendem a inquietar-se mais sobre a contaminação química dos alimentos do que com a bacteriana ou com as questões relacionadas com a saúde e a nutrição.

O estudo revelou também que a maioria dos europeus confia na EFSA como fonte de informação sobre os possíveis riscos relacionados com os alimentos.

Mediante uma lista de riscos potenciais, os portugueses revelam-se essencialmente mais preocupados com a forma como a crise económica afecta as suas vidas (59 %). E se 58 % das pessoas têm medo de desenvolver uma doença grave, 57 % receia mais sofrer um acidente de viação.

A qualidade e frescura dos alimentos mantêm-se no topo da lista (86 %) das preocupações dos portugueses, embora também se verifique que tenham em conta substâncias poluentes nas carnes (77 %) e o uso de pesticidas e outros químicos nos vegetais e frutas (75 %).

“A compreensão da percepção que os consumidores têm dos riscos é essencial para proporcionar uma comunicação atempada, clara e eficaz no que respeita à segurança dos alimentos", referiu a Directora Executiva da EFSA, Catherine Geslain-Lanéelle.

Fontes fiáveis

O estudo revelou que os cidadãos da UE expressavam o nível mais elevado de confiança nas informações obtidas de médicos e outros profissionais de saúde (84 %), seguidas pelas da família e amigos (82 %). Em contrapartida, em Portugal, estes últimos têm mais peso (87 %).

Existe um consenso geral de que as autoridades públicas fazem um bom trabalho para assegurar que os alimentos são seguros na Europa, agem rapidamente, baseiam as suas decisões em provas científicas e prestam um bom serviço de informação sobre os riscos relacionados com os alimentos (85 % dos europeus e 84 dos portugueses).

O nível de consenso é superior ao verificado em 2005. As opiniões são mais divergentes quanto à independência dos pareceres científicos e das autoridades públicas em relação a outros interesses.

“Este inquérito proporciona realmente um panorama fascinante sobre o que os cidadãos europeus pensam actualmente acerca dos alimentos e os possíveis riscos associados ao seu consumo”, refere a directora de comunicação da EFSA, Anne-Laure Gassin.

“É também positivo verificar que os alimentos são associados ao prazer, que se considera que as agências para a segurança dos alimentos nacionais e europeia estão a fazer um bom trabalho e que, em particular, os cientistas são considerados fontes de informação fiáveis”, concluiu Anne-Laure Gassin.

O comunicado garante que as conclusões do Eurobarómetro proporcionam um importante recurso para a realização de mais investigação sobre a relação entre a confiança nas fontes de informação, a confiança nas autoridades públicas e a percepção dos riscos associados aos alimentos.

Fonte: Ciência Hoje

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