A carne e o leite de animais clonados e seus descendentes podem ser consumidos sem perigo e são parecidos com os produtos convencionais, concluiu recentemente um grupo de especialistas, próximo do governo britânico.
O debate sobre o consumo de carne e de leite de bovinos clonados surgiu depois do jornal britânico International Herald Tribune ter noticiado, em finais de Julho, que criadores europeus tinham começado a explorar a produção de animais clonados sem legislação própria.
O grupo de especialistas sobre os novos alimentos e transformações (ACNFP), um organismo encarregado de aconselhar o governo britânico, considerou que os produtos de animais clonados "não são susceptíveis de apresentar riscos para o consumo".
Segundo Andrew Wadge, responsável científico da agência de segurança alimentar britânica (FSA), "a ACNFP confirmou que a carne e o leite do gado clonado e dos descendentes destes não apresentavam características diferentes da carne e do leite produzidos de forma convencional".
O comité salientou que deviam ser efectuadas pesquisas complementares sobre as consequências do consumo da carne e do leite produzido por métodos diferentes. Porém, concluiu que as diferenças entre os animais clonados e convencionais eram pouco prováveis além da segunda geração.
A FSA pretende debater esta questão durante uma reunião em Dezembro que deverá determinar a posição do Reino Unido com vista às negociações europeias sobre este assunto.
Autorizados desde 2008 nos Estados Unidos da América (EUA), a venda de carne e de produtos produzidos a partir de clones necessitam de uma autorização especial para serem postos no mercado, segundo a legislação europeia.
Os deputados europeus pediram à Comissão Europeia (CE) para proibir tais produtos animais clonados, mas uma minoria de países membros, entre os quais o Reino Unido está a partir de agora aberto a comercializar "carne clonada".
Fonte: Jornal de Notícias