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Descoberta científica pode ajudar a erradicar E.coli O157:H7
2010-12-10
Qualfood

A colite hemorrágica, também conhecida como “doença do hambúrguer”, pode tornar-se uma doença do passado, sugere um estudo recente do Instituto Francês de Pesquisa Agronómica (INRA), em colaboração com a Universidade de Montreal.

Esta investigação é a primeira a revelar como a Escherichia coli (E. coli) – bactéria responsável pela colite hemorrágica - consegue sobreviver no tracto intestinal do gado bovino.

Publicado recentemente nas revistas Environmental Microbiology e Nature Reviews Microbiology, este estudo pode levar a métodos não-medicamentosos para erradicar este microrganismo.

Segundo Josée Harel, co-autor do estudo e director do “Groupe de Recherche sur les maladies du Porc Infectieuses”, da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade de Montreal, os surtos de colite hemorrágica têm sido directamente associados ao consumo de carne, leite cru e produtos lácteos. A redução ou erradicação da E.coli O157:H7 de vacas levará a uma diminuição substancial da contaminação dos alimentos e consequentemente das infecções alimentares, sugere Josée Harel.

E.coli O157:H7, uma bactéria astuta

O intestino é um ambiente complexo com um grande número e diversidade de bactérias. A maioria das bactérias existentes no intestino não são prejudiciais e muitas contribuem para o bom funcionamento do mesmo. No entanto, para sobreviver no ambiente intestinal, as bactérias têm de competir entre si para obter fontes de energias. As que conseguem obter mais fontes de energia sobrevivem e multiplicam-se, enquanto as menos astutas desaparecem.

O primeiro passo de Harel e dos seus colaboradores do INRA foi demonstrar que a E. coli O157:H7, de facto, consegue sobreviver no trato intestinal dos bovinos. Em seguida, os investigadores debruçaram-se sobre os mecanismos que a bactéria utiliza para conseguir sobreviver.

Os resultados desta investigação permitiram concluir que a E. coli O157:H7 consegue obter azoto através da etanolamina, uma substância química presente no intestino das vacas. Como as restantes bactérias não conseguem utilizar a etanolamina para obter azoto, a E. coli O157:H7 encontra-se em vantagem, o que lhe permite sobreviver.

O segredo está nos genes

O terceiro passo da equipa de Harel foi determinar como a E. coli consegue utilizar a etanolamina como fonte de azoto. As análises genéticas realizadas pela equipa revelaram que esta bactéria possui genes específicos que lhe permite fazê-lo.

Este novo conhecimento, poderão ajudar a controlar a proliferação desta bactéria e consequentemente evitar intoxicações alimentares.

Fonte: Science Daily

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