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EFSA avalia infectividade da BSE/EET em tecidos de pequenos ruminantes
2010-12-10
Qualfood

A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) publicou recentemente um parecer científico sobre a infectividade das Encefalopatias Espongiformes Transmissíveis (EET) em tecidos de pequenos ruminantes, como ovinos e caprinos.

Com base em novas provas científicas, e tendo em conta a actual situação no que diz respeito à ocorrência de EET em animais na União Europeia (UE), o Painel de Riscos Biológicos (BIOHAZ) da EFSA analisou a distribuição da infectividade das EET em tecidos de pequenos ruminantes e forneceu, pela primeira vez, a quantificação do impacto das actuais medidas de gestão de riscos relacionados com as EET em pequenos ruminantes.

A remoção das matérias de risco especificadas (MRE), como a espinal medula e o cérebro de animais que vão para a cadeia alimentar, protege os consumidores dos riscos relacionados com as EET. As conclusões da EFSA visam ajudar a informar os gestores de riscos na aplicação de medidas descritas no documento de estratégias de gestão de riscos associados às EET.

Neste parecer, o Painel de Riscos Biológicos (BIOHAZ) da EFSA reviu os últimos dados científicos sobre a infectividade em diferentes tecidos de pequenos ruminantes com tremor epizoótico clássico e atípico e BSE e teve em consideração aspectos como a idade e as características genéticas dos animais. Com excepção da Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), as EET não se revelam transmisíveis ao homem.

O Painel observou que apenas um único caso de ocorrência natural de BSE nunca foi identificado em pequenos ruminantes no mundo inteiro. Além disso, o parecer apresenta pela primeira vez um conjunto de simulações quantitativas do impacto das diferentes opções de medidas de gestão de riscos para reduzir a possível presença de BSE em pequenos ruminantes.

O Painel refere ainda que, se nenhum dos pequenos ruminantes infectados com BSE entrasse na cadeia alimentar, a actual política de gestão de riscos permitiria reduzir 10 vezes a infectividade, ou seja, o nível de EET presente num animal infectado. Os especialistas também afirmam que a utilização de carcaças inteiras (excluindo apenas a cabeça e a espinal medula) permite uma maior redução da exposição ao risco de BSE do que as medidas de gestão de riscos em vigor.

Relativamente ao tremor epizoótico clássico, o painel conclui que, a actual política de gestão de riscos permite reduzir 10 vezes a infectividade. O Painel observa que uma alteração da lista de medidas de gestão de riscos com base apenas em considerações sobre a BSE também teria um impacto sobre a exposição humana ao tremor epizoótico clássico e atípico. Além disso, o painel acrescenta que a infectividade dos cabritos com menos de 3 meses de idade é insignificante, mesmo se forem provenientes de rebanhos infectados.

Para o tremor epizoótico atípico em ovinos e caprinos, o Painel afirma que não se pode presumir que as actuais medidas de gestão de riscos podem impedir a entrada do agente atípico na cadeia alimentar.

O Painel recomenda algumas melhorias na recolha de dados e avaliação de riscos neste âmbito. O Painel especifica que o desenvolvimento de modelos específicos de avaliação pode fornecer uma estimativa mais precisa do impacto das políticas de remoção das MRE, na gestão de riscos associados às EET.

Fonte: EFSA

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