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UTAD pretende criar fruta cristalizada sem açúcar
2010-12-21
Qualfood

Tornar a fruta cristalizada mais saudável, ao produzi-la sem açúcar e com fibras dietéticas, é o objectivo de um projecto desenvolvido por um grupo de investigadores da Universidade de Vila Real.

O projecto, desenvolvido em conjunto com a maior produtora de frutos para o tradicional bolo-rei, foi aprovado no âmbito de uma candidatura à Agência de Inovação e apelidado de «Nutridouro».

Segundo Fernando Milheiro Nunes, docente do Departamento de Química e líder do projecto, «Nutridouro» visa a produção de fruta cristalizada sem sacarose, utilizando outros adoçantes menos calóricos.

O investigador refere ainda que, ao mesmo tempo, serão introduzidos outros ingredientes como fibra dietética para «também aumentar os benefícios para a saúde que podem advir do consumo desses produtos cristalizados», resultando, no total, numa redução de «um quinto» das calorias deste produto.

O resultado será um produto mais saudável a pensar nos diabéticos e em quem pretende manter a linha sem dispensar os doces.

O responsável referiu ainda que, em termos práticos, os investigadores sabem que conseguem substituir a sacarose, mas a questão é saber que se mantém a qualidade do produto, razão pela qual também vai ser conduzida uma análise sensorial dos novos produtos.

Para este efeito, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD) está, de momento, a treinar um painel de análise sensorial que vai permitir equiparar os produtos tradicionais com os novos que estão a ser desenvolvidos.

Outra vantagem apontada pelo investigador é o tempo de duração da fruta que aumenta, podendo conservar-se um ano ou ano ao contrário do que acontece com os actuais produtos que perdem a validade logo após a sua época.

A equipa da UTAD, que integra seis investigadores do Laboratório de Química e Qualidade Alimentar e Grupo de Cadeias Agro-alimentares Sustentáveis, vai também estudar o aproveitamento dos subprodutos, como as caldas que poderão ser transformadas em compotas dietéticas. Ou ainda utilizar os restos da laranja, cidrão, abóbora, nabo, figo, cereja ou pêra como fonte de outros ingredientes alimentares com valor económico acrescentado.

Fonte: Diário Digital

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