É emitida diariamente informação sobre os alimentos e especialmente sobre os seus riscos. Porém, não se sabe até que ponto a informação recebida é eficaz e equilibrada.
Investigadores financiados por fundos europeus afirmam que uma melhor difusão de informação e aconselhamento sobre riscos alimentares emergentes poderia aumentar a confiança dos consumidores nos alimentos, permitir absorver as perdas económicas causadas pela crise alimentar e reduzir a quantidade de doenças ligadas à alimentação.
O projecto FOODRISC (“Comunicação de riscos alimentares. Percepção e comunicação de riscos e benefícios alimentares em toda a Europa: desenvolvimento de estratégias efectivas de comunicação”) tem como objectivo disponibilizar aos consumidores informação adequada e necessária sobre as relações entre os riscos e os benefícios da alimentação.
Coordenado pelo professor Patrick Wall da Faculdade de Saúde Pública, Fisioterapia e Ciências, da University College Dublin, na Irlanda, o projecto FOODRISC reuniu os recursos de peritos de instituições privadas, académicas e científicas em áreas-chave relacionadas com a comunicação de riscos e benefícios dos alimentos, para tentar compreender as lacunas da cadeia de informação alimentar.
“Vários riscos alimentares como a Encefalopatia Espongiforme Bovina, a contaminação por dioxinas na Bélgica e na Irlanda e o caso do leite da China contaminado com melamina abalaram a confiança dos consumidores nos alimentos”, explica o Dr. Áine McConnon, da University College Dublin. “A indústria alimentar tornou-se um negócio de produção e distribuição global, por conseguinte, devem ser compreendidas e utilizadas todas as formas de comunicação pública.”
Com o projecto FOODRISC estão a ser comparadas as formas de difundir informação através de meios de comunicação tradicionais e sociais na União Europeia (UE), o que permite criar ferramentas efectivas e que são necessárias para impulsionar a comunicação de riscos alimentares.
Um dos propósitos do projecto é estabelecer um pacote de ferramentas de comunicação e recomendações de boas práticas que apõem as organizações em toda a UE para melhorar os serviços de comunicação, informação e orientação da população. Os parceiros do projecto indicam que este pacote irá ajudar os decisores políticos, autoridades alimentares e outros utilizadores finais que desejam desenvolver métodos comuns dedicados à divulgação de informações entre os consumidores europeus.
O FOODRISC, que arrancou no início deste ano e se irá prolongar até 2013, reunirá especialistas da Bélgica, Alemanha, Espanha, Itália, Letónia, Países Baixos, Portugal e Reino Unido.
Fonte: CORDIS