Uma equipa de investigação, dirigida pelo Sainsbury Laboratory (Reino Unido), procura desenvolver genes de resistência ao míldio da batata e do tomate e ao míldio de vegetais crucíferos e outras culturas.
A equipa centrou-se em bolores e fungos aquáticos, parasitas que causam doenças em plantas e culturas. "Estudámos o patogénico do míldio por um longo período de tempo", explica o professor Sophien Kamoun, director do Sainsbury Laboratory.
Noutro estudo, os investigadores investigaram os genes que permitem combater o míldio, o que lhes permitiu conhecer melhor a evolução do patogénico e descobrir os genes em que se devem centrar para o combater.
Na investigação, os cientistas compararam o genoma do parasita do míldio da batata com o genoma de quatro espécies semelhantes que influenciam plantas distintas.
Os investigadores descobriram que uma série de secções do genoma evoluem lentamente e são muito semelhantes entre as espécies. Outras secções permitem ao patogénico mudar de hospedeiro e adaptar-se para infectar novas espécies de plantas.
O principal objectivo do projecto de investigação é desenvolver genes de resistência, a partir da região estável e de evolução lenta do genoma do patogénico, indica o professor Kamoun. Estes genes devem impedir o patogénico de evoluir para novas espécies, salienta ainda Kamoun.
A equipa indica que o parasita do míldio da batata e o do míldio dos vegetais crucíferos são semelhantes a fungos que evoluem de algas marinhas.
Um ponto central da investigação é a agricultura sustentável, diz o professor Dale Sanders, director do Innes Centre (Reino Unido). É necessário ajudar os agricultores a produzir alimentos de qualidade e outros produtos agrícolas de forma sustentável do ponto de vista ambiental. Uma maneira é através do desenvolvimento de culturas resistentes a patogénicos e pragas. Este tipo de culturas reduzem a necessidade de pulverização com pesticidas e fungicidas.
Fonte: Cordis