Três novas proteínas envolvidas na resposta alérgica ao pêssego foram identificadas através de um estudo da Faculdade de Engenharia Agrícola da Universidade Politécnica de Madrid.
Estas proteínas foram identificadas em 50% dos portadores de alergia que participaram no estudo. Os resultados mostram que estas proteínas devem ser incluídas no diagnóstico desta alergia.
O estudo tinha como objectivo identificar e caracterizar os membros da família das taumatinas para estudar o seu papel alergénico. Concretamente, foram purificadas três formas por diferentes sistemas cromatográficos. Para tal, caracterizou-se a sequência amino-terminal, a massa molecular e analisou-se a actividade enzimática (b-1 ,3-glucanase), além da capacidade de inibir o crescimento de fungos.
A capacidade alergénica foi determinada pela capacidade de se ligar à IgE (imunoglobulina responsável pela reacção alérgica) mediante testes de ELISA, entre outros, e testes cutâneos em pacientes com alergia ao pêssego. As três formas encontradas, pertencentes à família das taumatinas, foram identificadas como principais alergénicos do pêssego.
A proteína que normalmente é associada à alergia do pêssego é a Pru p 3. Apesar de diversos estudos descreverem as taumatinas como alergénicos de várias frutas, como maçã, kiwi, cerejas e bananas, até então, estas não tinham sido relacionadas com a alergia ao pêssego.
Fonte: Consuma Seguridad