A preocupação com a presença de dioxinas em alimentos para animais chegou à França e à Dinamarca que, segundo fonte da União Europeia (UE), importaram os produtos da Alemanha.
"Na Dinamarca, estes produtos foram usados em galinhas poedeiras, que não são comercializadas para consumo humano", disse Frederic Vincent, porta-voz da UE para questões de saúde e do consumidor.
"No caso da França, no lote importado, aparentemente a concentração de dioxina era menor do que a concentração máxima autorizada na legislação da UE para a ração animal", acrescentou Vincent.
Confirmou-se igualmente que ovos de explorações alemãs, que usaram a ração contaminada, haviam sido exportados para a Holanda, e que alguns foram posteriormente processados e embarcados para consumo humano na Grã-Bretanha.
A Coreia do Sul proibiu a importação de carne da Alemanha devido ao incidente. Autoridades alemãs negaram rumores de que a Eslováquia teria feito o mesmo. A Rússia, no entanto, queixou-se da escassez de informações enviadas por parte da Alemanha e União Europeia, e disse que não descarta a imposição de sanções.
O Ministério Público alemão está a investigar a contaminação, e suspeita que a empresa onde surgiu a contaminação tenha distribuído para fábricas de rações ácidos gordos destinados à produção de papel.
A CE salienta, no entanto, que os níveis de dioxina encontrados nos ovos e na carne contaminados não representam um risco imediato à saúde humana.
Fonte: O Globo