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Futuro da rastreabilidade alimentar na Europa
2011-01-21
Qualfood

Num mercado cada vez mais globalizado, é prioridade implementar um sistema tecnológico comum a toda a Europa, que integre o controlo de toda a cadeia alimentar.

A rastreabilidade é a ferramenta que a Europa propõe aplicar em toda a cadeia alimentar para aumentar o controlo e a segurança dos produtos num sector agroalimentar cada vez mais globalizado. Os objectivos são integrar um sistema único de controlo, minimizar os riscos e garantir a segurança e qualidade dos alimentos através das novas tecnologias. Este sistema permite identificar produtos em toda a cadeia alimentar e encontrar e seguir o rastro em todas as etapas de produção, transformação e distribuição de um alimento.

Em 2005 entrou em vigor o Regulamento (CE) n.º 178/2002, cuja finalidade é aproximar os Estados-membros no que respeita à livre circulação de alimentos seguros e que introduz, pela primeira vez, para todas as empresas de alimentação humana e animal, a exigência de dispor de um sistema de rastreabilidade alimentar.

Com o objectivo de criar um sistema único de rastreabilidade na União Europeia (UE), Comissão Europeia promoveu um projecto denominado «Traceback», cujo prazo de desenvolvimento terminou em Dezembro de 2010. Durante esse mesmo mês, foi realizada uma reunião entre representantes dos Estados-membros e especialistas em rastreabilidade. Nesta reunião, foram apresentados os resultados deste período e, através de uma declaração conjunta, foi definido o futuro da rastreabilidade alimentar na Europa.

Este projecto resultou na criação de novos serviços de gestão de rastreabilidade disponíveis para toda a comunidade.

A declaração conjunta assinada por todos os implicados, incluindo os investigadores, contém as acções estratégicas que definem o futuro da rastreabilidade alimentar europeia. Partindo da base de que os alimentos seguros são um direito fundamentar de todos os seres humanos, a declaração pretende adaptar a rastreabilidade, um pilar fundamental para aumentar os níveis de segurança, aos novos mercados comunitários.

Por outro lado, a globalização de produtos alimentares gera novos riscos na cadeia alimentar. Com o aumento da manipulação e dos períodos de transporte, também aumentam os riscos de quebras e irregularidades na cadeia de abastecimento. Além disso, as cadeias de produção tornam-se mais complexas e extensas, o que promove um aumento do risco de alteração da qualidade dos alimentos.

Existe também uma crescente produção de alimentos adaptados às exigências dos consumidores, os tempos de resposta são cada vez mais curtos e a cadeia de produção sofre alterações constantes, em função das necessidades. Tudo isto dificulta o processo de rastreabilidade.

Mais informação

Com este projecto é introduzido um novo conceito: «Food Chain Integrity», que transmite a ideia de colaboração. Resumidamente, traduz-se em níveis mais elevados de informação como resultado da conexão entre diferentes tecnologias relacionadas.

A cadeia alimentar será assim mais transparente, sustentável e competitiva. No futuro, segundo os investigadores, o consumidor irá dispor de muito mais informações sobre os produtos, incluindo os passos intermédios da cadeia.

Com a finalidade de apoiar o conceito «Food Chain Integrity», os participantes acordaram e afirmaram que a investigação alimentar na Europa deve urgentemente implementar as seguintes acções de investigação científica e tecnológica:

- Integração tecnológica dos dispositivos que controlam toda a cadeia alimentar. Para tal será necessário dispor de um único sistema electrónico e automático que relacione todas as inovações tecnológicas (software, aplicações Web, …) que controlam os processos;

- Novas tecnologias para a detecção e alerta em pontos críticos da cadeia: nanotecnologia aplicada em sensores de tempo real, sistemas de alerta de alto rendimento, que forneçam informação fiável e transparente ao longo de toda a cadeia;

- Aumento da eficiência na gestão de risco e na actuação perante alertas alimentares. A nova tecnologia evitam os riscos associados à manipulação e aos patogénicos, através de novas embalagem mais seguras e eficazes, sistemas de controlo de perigos químicos e biológicos em armazéns e unidades de transporte, entre outros.

Fonte: Consuma Seguridad

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