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Novas variedades de uva são o futuro do sector vitivinícola
2011-01-25
Qualfood

O futuro do sector vitivinícola depende do desenvolvimento de novas variedades de uvas, segundo revela um grupo de investigadores. Os mapas do genoma da uva poderão ser úteis nesse sentido, salienta o grupo.

As videiras são frequentemente afectadas por pragas mas, ainda assim, novas leis deverão proibir o uso de certos pesticidas.

O genoma de mais de mil amostras de uvas foi mapeado por investigadores norte-americanos. Num artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), os especialistas dizem que este tipo de conhecimento abre caminho para a criação de variedades de uva resistentes a doenças.

As variedades de uva cujo vinho é mais apreciado - merlot, chardonnay, semillon ou riesling, por exemplo - foram, de maneira geral, desenvolvidas a partir de uma espécie, a Vitis vinifera.

Acredita-se que esta uva tenha sido criada há cerca de cinco mil anos, numa região próxima do que hoje é a Turquia. Desde então, a espécie tornou-se o pilar de produção do vinho em lugares tão distantes um do outro como Austrália, Chile, Estados Unidos e África do Sul.

A Vitis vinifera foi manipulada para produzir centenas de variedades, pretas e brancas, mas as uvas pertenciam à mesma espécie, com poucos cruzamentos entre variedades diferentes.

Sean Myles, principal autor do estudo, disse que «(cruzamentos entre diferentes variedades) parecem ter sido feitos em grau extremamente limitado».

«Quando encontramos bons cultivos que funcionavam para nós, passamos a adoptá-los e tornaram-se alvos para agentes patogénicos (organismos causadores de doenças)», referiu Myles.

As uvas viajaram da Europa para o mundo. As pragas, por sua vez, viajaram na direcção oposta. Uma delas, o míldio da videira, por exemplo, surgiu na América do Norte.

As uvas não têm resistência natural contra esta praga. Nos Estados Unidos, 70% dos fungicidas usados na agricultura são borrifados nas plantações de uva.

À medida que a União Europeia - que produz 70% do vinho do mundo - tenta melhorar o impacto negativo do seu sector agrícola sobre o meio ambiente, o bloco tenta reduzir também o uso dessas substâncias químicas. Por exemplo, uma proposta da Comissão Europeia em consideração no momento restringiria o uso de pesticidas em culturas «não essenciais» a partir de 2013.

Investigadores de várias instituições têm tentado desenvolver novas variedades de uvas que sejam imunes a infecções, seja através de cruzamentos com espécies resistentes ou pela manipulação de genes que tornam as plantas susceptíveis a infecções. Mas técnicas convencionais de cruzamento custam caro e dão muito trabalho.

As novas plantas demoram entre três e quatro anos a dar frutos. Só então o vinho pode ser feito, provado e avaliado para que os vinicultores decidam se o produto é viável. Mesmo quando o vinho é aprovado, não há garantia de que o consumidor vai gostar do novo produto em relação às suas variedades preferidas.

A boa notícia é que mais investigação deve, em princípio, resultar numa variedade maior de vinhos.

Fonte: Diário Digital

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