A Agência de Segurança Alimentar dos Estados Unidos (FSA) alerta a população para o possível risco de contaminação de ostras com norovírus – vírus responsável por infecções no estômago e no intestino (gastroenterites), que costumam surgir acompanhadas de cólica, diarreia e vómito.
Consumir ostras cruas pode representar um elevado risco de infecção alimentar, pois as ostras podem conter bactérias e vírus devido ao modo como se alimentam. As ostras filtrar grandes volumes de água para obter alimento e as bactérias e vírus existentes na água pode acumular-se no seu organismo.
O controlo realizado antes e após a captura oferece uma boa protecção contra as bactérias patogénicas, porém é muito difícil controlar os vírus em moluscos bivalves vivos.
Uma confecção adequada permite destruir estes vírus, no entanto, muitos moluscos são ingeridos crus ou pouco confeccionados, o que não elimina a possibilidade de contaminação com vírus.
A FSA e a indústria de mariscos continuam a trabalhar em conjunto para melhorar os métodos de remoção de vírus em moluscos bivalves vivos.
As infecções relacionadas com o norovírus tendem a ser mais comum durante o inverno. No ano passado, ocorreu um aumento no número de pessoas, no Reino Unido, com infecções ligada à ingestão de ostras cruas contaminadas com norovírus.
Dr. Paul Cook, da Divisão de Microbiologia e Higiene da FSA, salienta que: “Por vezes ocorre um aumento do número de pessoas que ficam doentes devido à presença de norovírus em ostras cruas nessa época do ano. Normalmente, estes surtos não estão associados a um foco em particular”.
No inverno passado, quando o aumento de casos foi identificado, a FSA aconselhou às empresas alimentares que processam e fornecem ostras a tomar medidas adicionais para minimizar o risco de norovírus, sempre que possível.
Este ano, a Autoridade pediu novamente às empresas para tomarem medidas adicionais e alertou os consumidores para os possíveis riscos de infecção com norovírus, que está normalmente associado ao consumo de ostras cruas.
Fonte: FSA