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Forma como consumimos brócolos influencia o seu efeito anticancerígeno
2011-02-01
Qualfood

A forma como consumimos os brócolos tem influência no aumentar do efeito anticancerígeno desta planta crucífera, revela um estudo da University of Illinois, nos EUA.

O estudo fornece provas de que modo como preparamos os brócolos, consumindo os seus rebentos, pode duplicar os efeitos anticancerígenos desta planta.

Segundo a líder do estudo, Elizabeth Jeffery, “o consumo de três a quatro porções por semana são suficientes para proteger o corpo contra a doença, mas para obter estes benefícios, a enzima mirosinase deve estar presente – caso contrário, o sulforafano, substância presente nos brócolos - que previne o cancro e tem efeitos anti-inflamatórios - não é formada”.

O tempo de confecção também pode fazer a diferença. Segundo os cientistas, muitas pessoas destroem a mirosinase ao cozinharem os brócolos durante tempo a mais. O ideal para obtermos o máximo das propriedades anticancerígenas é cozinhar durante dois a quatro minutos. Pelo mesmo motivo, esta planta não deve ser frita. Outros alimentos que contêm sulforafano e que podem (e devem) ser consumidos com os brócolos para aumentar os seus benefícios são a mostarda, o rabanete, rúcula e wasabi.

Quanto aos suplementos de brócolos, fórmulas em pó vendidas no mercado, podem não ter tanto efeito quanto os frescos por não conterem a enzima necessária. Segundo os investigadores, estes suplementos não contêm todas as substâncias com propriedades anticancerigenas. “Os rebentos de brócolos contêm mirosinase em abundância. E o pó de brócolos contém frequentemente o precursor do sulforafano sem a enzima, quando ingeridos em conjunto, reforçam os benefícios saudáveis”, explicou, a co-autora do estudo, Jenna Cramer.

Este estudo teve como base a análise de quatro homens saudáveis após a ingestão de refeições que continham rebentos de brócolos, apenas brócolos em pó, ou a combinação dos dois. Para a análise, os investigadores mediram os níveis de metabolitos de sulforafano no sangue e na urina após a alimentação. Três horas após a ingestão dos alimentos, um efeito sinergístico foi observado entre o pó e os rebentos: houve um aumento de quase duas vezes na absorção do sulforafano quando ambos eram ingeridos juntos.

Fonte: ALERT

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