No final de Fevereiro de 2011, a Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) irá publicar uma declaração científica sobre dois estudos recentes relativos à segurança dos adoçantes artificiais, em resposta a uma solicitação técnica da Comissão Europeia (CE).
Guiada pela declaração emitida recentemente pelo Painel Científico dos Aditivos Alimentares e Fontes de Nutrientes Adicionados aos Alimentos (ANS), a avaliação científica da EFSA será realizada em estreita colaboração com a Agência Nacional Francesa de Segurança Sanitária e Alimentação, do Ambiente e do Trabalho (ANSES), que ajudará a esclarecer os trabalhos em curso da Autoridade sobre os edulcorantes artificiais.
Um dos estudos publicados foi conduzido pelo Instituto Ramazzini e centra-se no potencial carcinogénico do aspartamo em ratos. O segundo é um estudo epidemiológico que examina a associação entre o consumo de refrigerantes adoçados com açúcar ou edulcorantes artificiais e o risco de parto prematuro.
Na sua sessão plenária que decorreu entre 1 e 3 de Fevereiro de 2011, os cientistas do Painel ANS da EFSA, organizaram um primeiro debate sobre as recentes publicações e apresentaram sugestões sobre os trabalhos adicionais que consideram ser necessários.
O Painel salientou no debate que o tipo de tumores e incidência dos mesmos relatados no primeiro estudo surgiu de forma espontânea em níveis elevados nos ratos do sexo masculino. O grupo também observou um aumento da incidência de tumores em ratos expostos ao aspartamo, que embora estatisticamente significativo, manteve-se na faixa de controlo histórico para estes tumores nestes animais.
A EFSA irá auxiliar o Painel a continuar a análise dos resultados e conclusões do estudo do Instituto Ramazzini, e irá solicitar aos autores o fornecimento de todos os dados para revisão.
A Painel ANS também terá em consideração o estudo epidemiológico, cujos resultados sugerem que o consumo diário de refrigerantes que contêm edulcorantes artificiais pode estar ligado a um risco acrescido de parto prematuro. O estudo epidemiológico, por si só, não pode provar uma relação causal entre a ingestão de edulcorantes artificiais e os riscos de parto prematuro. Como indicado pelos autores, pesquisas adicionais (incluindo estudos experimentais) são necessárias para refutar ou confirmar estes resultados.
A EFSA prestará aconselhamento científico sobre os dois documentos no final de Fevereiro de 2011, em resposta ao pedido de assistência técnica da CE.
Fonte: EFSA