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EUA: Informação calórica não influencia os adolescentes
2011-02-18
Qualfood

Um estudo, realizado por investigadores do New York University Langone Medical Center, nos Estados Unidos da América (EUA), revela que, embora a informação calórica nos alimentos tenha aumentado a consciência sobre as calorias, não alterou as escolhas alimentares dos adolescentes.

A obesidade nos EUA é um grande problema de saúde pública que, além de adultos, afecta, actualmente, muitas crianças e adolescentes. O destaque da informação calórica nos alimentos confeccionados em restaurantes é a primeira política de esforço significativo, com vista a diminuir a obesidade, a ser implementada pelo governo norte-americano.

A abordagem deve começar em breve a ser obrigatória em todo o país, em função da nova lei federal da reforma da saúde, denominada "Patient Protection and Affordable Care Act of 2010" (ACA). Entre as reivindicações de apoio a esta política está o fato de que a rotulagem dos menus irá ajudar as pessoas a estarem melhor informadas e escolher alimentos saudáveis.

Em 2008, Nova York tornou-se a primeira cidade no país a impor a rotulagem obrigatória de calorias em restaurantes fast food em cinco bairros. O objectivo era incentivar os consumidores a pensar duas vezes antes de comprar alimentos com alto teor calórico nos restaurantes, e aumentar a consciência do conteúdo calórico dos alimentos que estavam a comprar.

Para realizar o estudo, o investigador Brian Elbel e os seus colegas reuniram recibos e questionários de 427 pais e adolescentes em restaurantes de fast food, antes e depois da rotulagem obrigatória começar, em Julho de 2008.

O estudo revelou que apenas 9% dos adolescentes são influenciados pela rotulagem na escolha dos seus alimentos. Este número é inferior à percentagem de adultos que disse que a informação influenciou as sua escolha (28%).

Os gostos pessoais e os preços são as variáveis que mais influenciam as escolhas dos adolescentes relativamente à comida.

Pouco mais de um quarto do grupo em estudo revelou fazer um esforço para limitar o consumo de comida, de forma a controlar o aumento de peso.

A influência dos pais na escolha de alimentos e na obesidade infantil ainda não é bem conhecida. Quase 60% dos pais revelaram ter decidido quais os alimentos que os seus filhos deviam ingerir. No entanto, mesmo com um maior envolvimento dos pais não havia nenhuma evidência de menor consumo de calorias.

"É importante continuar a analisar a influência da rotulagem, já que esta deve ser aplicada em todo o país, como resultado da nova lei federal", afirmou Elbel. "Ao mesmo tempo, é importante compreender que a rotulagem não deverá ser suficiente para influenciar a obesidade em grande escala. Serão necessárias outras abordagens políticas e públicas, bem como esforços das empresas de alimentos."

Fonte: iSaúde

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