Um estudo realizado recentemente avaliou a presença de contaminação microbiológica em especiarias e ervas aromáticas e revelou que 20 % das especiarias e 26 % das ervas aromáticas em estudo estavam contaminadas por várias bactérias. O estudo sugere o estabelecimento de sistemas de controlo sanitário destes produtos, desde o cultivo até à sua disponibilização ao consumidor.
Os investigadores responsáveis por este estudo analisaram 53 amostras de especiarias e ervas aromáticas, como o tomilho e orégãos.
Os resultados, publicados na revista Plant Foods for Human Nutrition, revelam que 10% das especiarias estavam contaminadas com microrganismos aeróbios mesofilos e 20% com enterobactérias. Nas ervas aromáticas, a percentagem de contaminação foi de 26 % para ambos os tipos de bactérias.
Os investigadores detectaram nas amostras a presença de bactérias do género Acinetobacter (A. calcoaceticus), Enterobacter, Shigella, Yersinia intermedia, Staphylococcus aureus e Hafni alvei.
Controlar mais a qualidade dos produtos
Segundo os investigadores, as especiarias e as ervas aromáticas estão expostas a uma vasta gama de contaminantes antes e após a produção e podem conter elevadas quantidades de bactérias.
Dado que os resultados revelam uma “qualidade microbiológica pobre” em aproximadamente 26 % das amostras analisadas, os investigadores recomendam “melhorias nas condições sanitárias nas fases de produção das ervas aromáticas e especiarias para prevenir riscos para a saúde”.
O estudo revela ainda que numa mesma espécie de ervas aromáticas ou especiarias podem ocorrer variações, “provavelmente devido às diferentes condições de produção”. A composição dos óleos essenciais de ervas aromáticas e especiarias variam de acordo com a região geográfica, idade, tipo e método de secagem.
Algumas das amostras analisadas, como o tomilho, apresentaram uma boa qualidade higieno-sanitária, devido provavelmente, à presença de óleos essenciais com propriedades antimicrobianas.
Fonte: Sinc