Novas investigações abrem portas à detecção precoce da doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD), variante humana da encefalopatia espongiforme bovina (BSE).
Acredita-se que a doença foi transmitida dos animais aos humanos através do consumo de carne contaminada com BSE.
As investigações para detecção da doença em humanos têm-se desenvolvido a conta-gotas. A última delas, realizada por investigadores britânicos e que acaba de ser publicada, consistiu na criação de um protótipo de análises de sangue que detecta as proteínas infecciosas (prions) responsáveis pela doença. Os testes actuais só permitem a detecção post mortem.
Uma análise de sangue poderia converte-se num grande avanço no campo das doenças priónicas, pois podiam acelerar o diagnóstico e torna-lo mais simples.
Prós e contras
As investigações realizadas até ao momento sobre as doenças causadas por prions anómalos, indicam que estes podem permanecer no corpo humano durante anos, antes de se desenvolverem quaisquer sintomas. Razão pela qual, os entendidos nesta matéria acreditam que a incidência real da doença é desconhecida. No entanto, e de acordo com os dados sobre a doença, as mortes causadas por vCJD têm decrescido no Reino Unido, onde surgiu a doença em 2000.
Uma das questões que se prende com o desenvolvimento do novo teste é a dificuldade de abordar a doença. Mesmo sendo possível a sua detecção precoce, mantém-se o problema de não existir um tratamento.
Fonte: Consuma Seguridad