A chegada de favas contaminadas com iodo radioactivo aumentou a preocupação do mercado asiático, devido ao acidente nuclear no Japão.
O governo japonês confirmou a contaminação em leite produzido em Fukushima e em espinafres colhidos na província vizinha de Ibaraki. Fonte oficial, citada pelo "The Japan Times", garante que a concentração de partículas radioactivas não constitui um risco imediato. No caso do leite, retirado do mercado, a toma diária durante um ano seria equivalente à exposição numa ressonância magnética.
Ainda assim, os receios de contaminação levaram a um reforço das medidas de segurança, nas análises no controlo alfandegário e nas inspecções na restauração.
Segundo dados da divisão japonesa para a Agricultura, Florestas e Pescas, nos últimos cinco anos as exportações de bens alimentares aumentaram 50%. Os produtos mais exportados são vegetais e frutos e os principais importadores Hong Kong, Estados Unidos da América e China.
Em Bruxelas, na passada sexta-feira, o ministro da Agricultura garantiu que todos os produtos de origem japonesa à venda em Portugal chegaram antes do acidente nuclear em Fukushima, depois do sismo de magnitude 8,9, o quinto mais violento da história. O país recebe duas remessas anuais, a maioria de pescado, e a última chegou a 12 de Fevereiro.
A Comissão Europeia já apelou aos Estados-membros para que testem os níveis de radiação de todos os produtos, embora considere o risco reduzido. Até ao momento não foi detectado nenhum produto contaminado na Europa e os níveis de exposição, para os quais são conhecidos impactos na saúde, são bastante superiores aos encontrados nos produtos japoneses.
Aos habitantes da região está a ser recomendado que lavem todos os produtos frescos e evitem água da torneira. A toma de iodeto de potássio, para saturar a tiróide e diminuir a absorção de partículas radioactivas, é uma medida de primeira linha apenas nas zonas mais próximas do acidente.
Fonte: iOnline