Um novo projecto de investigação, financiado pela União Europeia (UE), tem como principal objectivo garantir a qualidade e segurança da alimentação animal na Europa e, consequentemente, aumentar a qualidade dos produtos de origem animal para consumo humano.
A criação de animais saudáveis na Europa depende do fornecimento de alimentos para animais seguros e de alta qualidade, o que, por sua vez, tem impacto elevado na segurança dos alimentos de origem animal para consumo humano.
Chris Elliott, director deste projecto, afirma que a expressão “somos o que comemos” é muitas vezes utilizada para realçar a importância da alimentação para a saúde humana. Com a crescente preocupação dos consumidores com a origem dos alimentos, esta expressão deve aplicar-se também aos animais, dos quais provêem a maioria dos produtos destinados à alimentação humana.
Este projecto surgiu na sequência dos recentes casos de contaminação ocorridos na Europa, relacionados com a presença de dioxinas em alimentos para animais e a subsequente contaminação de alimentos de origem animal para consumo humano com este mesmo contaminante.
O projecto será desenvolvido por um consórcio de investigadores académicos e governamentais e empresas dedicadas ao fornecimento de alimentos para animais. O objectivo é desenvolver uma abordagem integrada para controlar a contaminação química e microbiológica de alimentos para animais.
Ao estabelecer um vínculo entre o mundo académico e a indústria, os investigadores esperam melhorar a prevenção da contaminação e identificar e avaliar novos riscos. O projecto também irá procurar estratégias para obter garantias de segurança e qualidade no início da cadeia alimentar, recorrendo aos métodos de ensaio existentes e a técnicas inovadoras.
A produção e manipulação seguras dos alimentos para animais têm um impacto muito relevante na saúde dos animais e, consequentemente, nos alimentos de origem animal para consumo humano. O controlo preventivo dos alimentos para animais, permite garantir a rastreabilidade da produção, identificar os riscos para a cadeia alimentar e desenvolver novas tecnologias para a detecção rápida da contaminação na indústria, além da qualidade da carne, do leite e de outros produtos de origem animal melhorar consideravelmente na Europa.
Fonte: Cordis