A presença de algas produtoras de biotoxinas no litoral algarvio levou à interdição da apanha e comercialização de bivalves de todas as zonas de produção da Ria Formosa, informou o Instituto de Investigação das Pescas e do Mar (IPIMAR).
Segundo o IPIMAR, “atendendo à presença de fitoplânton produtor de biotoxinas DSP (Diarrhetic Shellfish Poisoning), solicita-se preventivamente a interdição da apanha e comercialização de todos os bivalves provenientes de todas as zonas de produção da Ria Formosa”.
A área de interdição da apanha abrange as capitanias de Vila Real de Santo António, Tavira, Fuseta, Olhão e Faro, acrescenta o IPIMAR.
A durabilidade destas micro-algas é de cerca de 15 dias e as biotoxinas que produzem provocam sintomas semelhantes aos das gastroenterites bacterianas.
A interdição temporária da apanha e comercialização de todo o tipo de bivalves foi inicialmente implementada no dia 26 de Março pelas autoridades que tutelam os recursos biológicos, mas até à passada sexta-feira, a restrição cingia-se à área litoral algarvia entre Vilamoura e Vila Real S. António.
Na quarta-feira passada, fonte do IPIMAR já havia admitido que as algas com toxinas, que estavam a interditar a apanha de bivalves no litoral algarvio, poderiam invadir a Ria Formosa, à semelhança dos anos anteriores.
“Todos os anos, por altura da primavera/verão, há algas que produzem no seu interior toxinas” e o fenómeno começa sempre na costa e depois “pode ou não entrar na Ria Formosa”.
Fonte: Diário Digital