As proteínas do glúten são as principais responsáveis pela qualidade do trigo, embora não sejam as únicas. Investigadores da ETSI Agrónomos, da Universidade Politécnica de Madrid (UPM), após dois anos de ensaios, localizaram as regiões cromossómicas do trigo relacionadas com a qualidade, cujo estudo permitira descobrir os genes relacionados com a mesma.
Os produtos derivados do trigo, como o pão, as bolachas e os produtos de pastelaria, são alimentos consumidos em todo o mundo. Ao longo dos últimos anos têm sido desenvolvidos novos produtos dentro deste género, fruto dos estudos realizados sobre a qualidade da farinha de trigo, indispensável para satisfazer as necessidades da indústria alimentar e as exigências dos consumidores.
A genética da qualidade do trigo é objecto de estudo desde há muitos anos de diversos grupos de investigadores, entre os quais o da ETSI Agrónomos.
Embora as proteínas do glúten sejam determinantes na qualidade do trigo, existem evidências que apontam que devem existir outros componentes relacionados, cuja descoberta seria de grande relevância para os programas de melhoramento dos produtos derivados deste cereal.
Com o objectivo de aprofundar este tema, os investigadores da UPM desenvolveram uma colecção de linhas de trigo derivadas do cruzamento entre variedades comerciais com qualidades distintas.
Foram realizados estudos de campo ao longo de dois anos e foram aplicadas as técnicas standard para a avaliação das propriedades da farinha.
A criação de um mapa genético com 300 marcadores de DNA permitiu localizar os cromossomas 2A, 7A e 5B, novos QTLs (quantitative trait loci), regiões cromossómicas fortemente relacionadas com os parâmetros de qualidade estimados.
Estes cromossomas, que estão actualmente a ser estudados em profundidade com um maior número de marcadores, constituem o ponto de partida fundamental para a identificação de novos genes.
Fonte: Sinc