Após as análises efectuadas à presença de toxinas terem dado resultados negativos, foi levantada a proibição à apanha e comercialização de algumas espécies de bivalves em zonas específicas do Algarve. No entanto, os pescadores revelam algum descontentamento, visto que esperavam o fim da interdição para mais espécies. Como forma de compensação, o período de defeso a que estão obrigados foi reduzido em oito dias.
Em consequência das novas análises, passa a ser permitida a apanha de conquilha no litoral de Vila Real de Santo António a Tavira, de amêijoa-boa na ria de Alvor e de amêijoa-branca nas zonas costeiras de Olhão/Faro e Vila Real de Santo António/Tavira.
A proibição da captura da maior parte das espécies devido à presença da toxina DSP (provoca vómitos e diarreia) mantém-se ainda na ria Formosa, sendo as únicas excepções permitidas o berbigão, a amêijoa-boa e a ostra.
Segundo António da Branca, da associação Olhãopesca, este foi o maior período de interdição que tem memória (já vai em cerca de um mês), adiantando que "os pescadores vivem grandes dificuldades".
No que respeita à redução do período de defeso (começa a 9 de Maio e não a 1, como estava estabelecido), o dirigente considera que poucos benefícios traz, devido às actuais restrições à apanha.
Fonte: Correio da Manhã