Melhorar a capacidade de métodos baseados na reacção em cadeia da polimerase (PCR) para detectarem os microrganismos que causam doenças nas plantas, é o objectivo de um procedimento desenvolvido por investigadores do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos EUA.
Os testes baseados na técnica de PCR são ferramentas valiosas para diagnosticar doenças nas plantas. Porém, a eficácia da técnica na obtenção de uma “impressão digital genética”, que permite identificar efectivamente o patogénico causador da doença, depende da disponibilidade de uma quantidade suficiente de células do mesmo. "Sem estas células não é possível multiplicar o material genético do patogénico para a sua identificação", refere o especialista Norman Schaad.
"As dificuldades inerentes à identificação das estirpes patogénicas podem causar diversos problemas, principalmente quando as plantas e as sementes são comercializadas como livres de microrganismos prejudiciais", salienta Schaad.
Para resolver este problema, Schaad e a sua equipa de investigação criaram uma etapa denominada Bio-PCR, que antecede o PCR. Neste passo é utilizado um meio de cultura para promover o crescimento dos microrganismos numa amostra. Dependendo do patogénico, num período de 4 a 72 horas, as células produzem milhares de cópias, tornado a detecção dos patogénicos por PCR directa, de acordo com Schaad.
Além de aumentar em 1000 vezes a sensibilidade do teste, em comparação com o método tradicional de PCR, este processo de enriquecimento evita a interferência de inibidores que podem parar a acção de uma enzima chave, denominada taq polimerase. O Bio-PCR é mais eficaz com bactérias que se multiplicam rapidamente, embora também melhore a capacidade de detecção de patogénicos fastidiosos.
Em estudos com a bactéria Xylella fastidiosa, o Bio-PCR permitiu detectar este patogénico em 90 % das amostras de uvas contaminadas, enquanto com a técnica de PCR convencional a bactéria apenas foi detectada em 13 % das amostras.
Fonte: USDA