Um sistema experimental de digitalização óptica, que utiliza dois tipos diferentes de luz, uma câmara sofisticada e um equipamento de classificação para inspeccionar fruta e produtos hortícolas na linha de embalamento, foi desenvolvido e patenteado por investigadores do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (EUA). O novo equipamento recorre à mais alta tecnologia para examinar cuidadosamente maçãs e outras frutas e hortícolas, ajudando a garantir a qualidade e a segurança destes produtos.
O sistema permite, em apenas uma imagem, detectar certos defeitos e contaminantes, afirma o biofísico Moon S. Kim. O equipamento detecta defeitos como golpes e malformações. No que respeita à contaminação, o sistema permite detectar resíduos de fertilizantes e de constituintes do solo.
O sistema utiliza uma câmara conhecida como scanner de linha multiespectral/hiperespectral de alta velocidade. Esta câmara é colocada por cima do tapete de transporte, onde o aparelho consegue captar as imagens de todos os produtos.
Os produtos são expostos simultaneamente a uma luz ultravioleta e a uma luz de infravermelho próximo. A luz infravermelho próximo reflectida pelos frutos é captada por um aparelho conhecido como espectroscópio, e pode ser analisada para revelar padrões de defeitos, enquanto a luz UV pode revelar a presença de contaminantes. O sistema combina informações dos dois tipos de iluminação numa única imagem que revela os defeitos e os contaminantes.
Quando conectado a um equipamento de classificação, o sistema emite sinais que permitem ao equipamento separar as frutas que tiverem defeitos/contaminantes.
Actualmente, o sistema permite um ângulo de visão de 180 graus sobre cada produto e consegue avaliar 3 a 4 produtos por segundo, salienta Kim. Os investigadores pretendem agora aumentar o ângulo de visão para 360 graus, para garantir uma inspecção total do produto.
Os ensaios preliminares deste estudo foram publicados na revista Sensing and Instrumentation for Food Quality and Safety.
Fonte: USDA