O milho é um produto muito utilizado na produção de etanol. Do processamento do milho para este fim resultam subprodutos que são semelhantes à farinha de milho, mas com uma cor mais escura e um grão mais grosso. Este subproduto, denominado “wet distiller's grain with solubles” (WDGS), é normalmente utilizado como ingrediente na alimentação de bovinos. Os investigadores do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos Estados Unidos da América (EUA), estão a estudar os prós e os contras desta prática.
O WDGS é rico em proteínas, calorias e minerais, refere o microbiólogo James E. Wells do ARS.
Wells tem conduzido estudos para investigar a relação entre a utilização deste ingrediente na alimentação animal e a frequência e prevalência da bactéria Escherichia coli O157: H7 nas explorações pecuárias e nas carcaças dos animais.
O gado bovino é uma fonte natural de E.coli, o que torna muito fácil a contaminação das instalações das explorações pecuárias. Uma vez contaminadas as instalações, a E.coli pode infectar as carcaças e, posteriormente, a carne e os equipamentos utilizados nas linhas de abate e desmancha. Embora o microrganismo não prejudique estes animais, pode representar um risco para a saúde humana.
Em experiências com 608 animais, Wells e os seus companheiros de investigação demonstraram que a frequência de E.coli O157:H7 nas instalações e nas carcaças foi significativamente maior quando os animais foram alimentados com uma dieta à base de milho com 40 % de WDGS do que quando os animais não consumiram WDGS.
Os investigadores consideram que são necessários estudos adicionais para determinar a causa das diferença e para descobrir como reduzir estes níveis, de forma a aumentar a segurança alimentar.
Fonte: Science Daily