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EFSA emite recomendações para reduzir os riscos de exposição a E. coli STEC
2011-06-16
Qualfood

A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) publicou uma avaliação rápida de risco sobre a exposição do consumidor a STEC / VTEC (Escherichia coli produtora de toxina Shiga ou verotoxina) através do consumo de vegetais crus e emitiu recomendações sobre opções para limitar os riscos de uma possível contaminação de alimentos e infecção humana.

A estirpe (STEC O104:H4) responsável pelo surto actual na Alemanha, embora rara, é semelhante a uma estirpe observada na Alemanha há 10 anos. Nesta altura, ainda se desconhece a via de exposição do surto de STEC na Alemanha.

Embora a contaminação de vegetais frescos com STEC seja rara, esta tem sido associada a alguns surtos graves. Neste contexto a Comissão Europeia (CE) solicitou à EFSA um parecer sobre a exposição relativa dos seres humanos a STEC na superfície interna ou contaminação de vegetais e do processamento/manuseamento de vegetais desde a produção até ao consumidor.

Devido à pouca informação disponível sobre STEC em vegetais, os cientistas da EFSA não podem estimar a exposição relativa a humanos através dessas vias. Em relação à redução do risco, os peritos destacam a importância de prevenir a contaminação antes e após a colheita.

Os peritos da EFSA verificaram que a estirpe responsável pelo surto na Alemanha é semelhante a estirpes relatadas anteriormente. Porém, no surto actual, esta estirpe é responsável por um número invulgarmente elevado de pessoas afectadas e por um aumento da gravidade da doença. A infecção por STEC pode causar diarreia sanguinolenta e pode levar a casos de síndroma hemolítica‐urémica (SHU) em seres humanos, uma doença sistémica que pode, em alguns casos, resultar em insuficiência renal aguda e morte.

Os seres humanos podem ser expostos a STEC e, eventualmente, serem infectados através de alimentos e água contaminados, contacto directo ou indirecto com animais ou com o contacto humano para humano. Neste relatório, a EFSA avaliou especificamente uma possível exposição através dos vegetais.

A EFSA, na sua avaliação da exposição, considerou a contaminação bacteriana na superfície, bem como no interior do vegetal, tanto antes como após a colheita. Enquanto a prevalência global da contaminação de vegetais com STEC a nível da UE é muito baixa, há um número crescente de relatos na literatura científica internacional de surtos com STEC associados a vegetais, particularmente sementes germinadas e vegetais de folhas verdes. A contaminação ocorre principalmente na superfície dos tecidos vegetais. Todavia, a contaminação interna, como a que ocorre através da raiz da planta, não pode ser descartada, embora os dados que a fundamentam sejam muito limitados e de natureza experimental.

De acordo com a solicitação da CE, a EFSA emite recomendações para limitar os riscos possíveis da contaminação dos alimentos e infecção humana por STEC. A EFSA confirma as recomendações estabelecidas sobre a importância de cumprir as boas práticas agrícolas e as boas práticas de processamento e de higiene, de acordo com as normas internacionalmente reconhecidas.

Além desta abordagem, a EFSA está a apoiar a investigação do surto STEC, fornecendo pessoal científico sénior com experiência em pesquisa de dados e análise epidemiológica, incluindo surtos de origem alimentar.

A Autoridade publicou, também, um relatório técnico elaborado em conjunto com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) sobre a prevalência e incidência de STEC em humanos, alimentos e animais. Este trabalho é baseado em dados fornecidos pelos Estados-membros anualmente à CE, ECDC e EFSA, assim como dados da investigação do actual surto de STEC.

Na redução dos riscos de contaminação alimentar e infecção humana por STEC, os aspectos mais importantes devem ser a prevenção de contaminação antes e após a colheita.

Fonte: ASAE

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