A ingestão de morangos melhora a capacidade antioxidante do sangue, revela um estudo publicado na revista "Food Chemistry".
Para demonstrar os benefícios dos morangos, um grupo de voluntários ingeriu meio quilo de morangos por dia durante duas semanas.
Na investigação ficou comprovado que os morangos aumentam a resposta dos glóbulos vermelhos do sangue perante o stresse oxidativo, um desequilíbrio associado a várias doenças.
Esta investigação foi realizada por investigadores da Universidade Politécnica de Marche (UNIVPM, na Itália) e da Universidade de Granada (UGR, Espanha).
Já haviam sido feitas inúmeras tentativas com intuito de confirmar a capacidade antioxidante dos morangos em experiências laboratoriais in vitro, mas só agora se conseguiram demonstrar in vivo.
O estudo contou com a participação de 12 voluntários saudáveis que ingeriram diariamente 500 gramas de morangos (da variedade Sveva). Foram colhidas amostras de sangue, aos quatro, oito, 12 e 16 dias, e um mês mais tarde. Os resultados revelam que o consumo regular desta fruta pode melhorar a capacidade antioxidante do plasma sanguíneo e a resistência dos glóbulos vermelhos à hemólise (fragmentação) oxidativa.
Em comunicado de imprensa, o líder do estudo, Maurizio Battino, explicou: "Verificámos que algumas variedades de morangos tornam os eritrócitos (glóbulos vermelhos) mais resistentes ao stress oxidativo. Este facto pode ser de grande importância, se considerarmos que esse fenómeno pode conduzir a doenças graves".
A equipa debruça-se, actualmente, sobre as variações causadas pela ingestão de quantidades menores de morangos (o consumo médio tende a ser uma tigela de 150g ou 200g por dia). "O importante é que façam parte de uma dieta saudável e equilibrada, dentro das cinco porções diárias de frutas e legumes", apontou o investigador.
Continuam também a ser analisadas diferentes variedades de morangos, já que cada uma tem as suas próprias quantidades e proporções de antioxidantes.
Os morangos apresentam grande quantidade de compostos fenólicos, como os flavonóides, que diminuem o stress oxidativo. O stress oxidativo ocorre em algumas situações patológicas (tais como doença cardiovascular, cancro ou diabetes) e fisiológicas (nascimento, envelhecimento, exercício físico), bem como no confronto entre "tipos reactivos do oxigénio" - em particular, os radicais livres - e as defesas antioxidantes do organismo.
Fonte: ALERT