As saladas embaladas são cada vez mais procuradas pelos consumidores, pois são bastante práticas, uma vez que já se encontram lavadas e cortadas.
No entanto, embora sejam práticas e apelativas, já é recorrente a associação deste tipo de produtos a doenças de origem alimentar. E, devido a estes surtos, a indústria alimentar, para sua própria segurança, cada vez mais adopta voluntariamente medidas de controlo de qualidade rigorosas.
Neste contexto, estudos inovadores, dirigidos pela microbióloga Maria T. Brandl, do Serviço de Investigação Agrária (ARS), dos EUA, estão a fornecer novos dados sobre a impressionante gama de genes utilizados por um importante patogénico alimentar, a Escherichia coli O157:H7, para colonizar os vegetais recém-cortados.
Segundo Brandl, a acção mecânica de corte utilizada nas folhas de alface em pedaços ou em tiras, rompe as células da mesma. As células danificadas exalam hidratos de carbono, os quais fornecem energia aos microrganismos. No entanto, as células danificadas também podem libertar compostos antimicrobianos, que podem ser prejudiciais aos patogénicos.
Um estudo realizado com alface romana em 2010 pela equipa de investigação de Brandl, revelou que a E. coli, quando exposta em testes laboratoriais ao conteúdo das células danificadas de folhas de alface, pode adaptar-se muito rapidamente. Na investigação, os cientistas conseguiram verificar que o microrganismo utiliza ferramentas genéticas para se proteger não só dos compostos antimicrobianos, como também do stress oxidativo e osmótico, dos danos no DNA e de outras ameaças à sua capacidade de sobrevivência e multiplicação.
A investigação (primeira neste âmbito), veio abrir novas portas a experiências adicionais, que podem levar a novas tecnologias para superar as defesas do patogénico.
Fonte: USDA