Um novo método, desenvolvido por uma equipa que conta com investigadores espanhóis e marroquinos, permite detectar até 20 medicamentos, entre os quais antibióticos, anti-inflamatório e anti-sépticos, em leite humano e também animal, nomeadamente bovino e caprino.
Os investigadores acreditam que a nova metodologia poderá ajudar a determinar eficazmente a presença destes contaminantes em leite e em outros produtos. Com esta nova ferramenta, os laboratórios de controlo de qualidade dos alimentos poderão detectar os resíduos de medicamentos antes que os alimentos entrem na cadeia alimentar. Será também possível garantir aos consumidores que os alimentos que adquirem, além de apresentarem boas propriedades organolépticas, estão “livres de resíduos tóxicos”, referiu Evaristo Ballesteros, investigador da Universidade de Jaén e director do estudo.
Evaristo Ballesteros explicou que a nova metodologia foi testada com 20 amostras de leite de vaca, de cabra e de mulheres voluntárias. Entre as amostras analisadas as que apresentaram maiores concentrações de medicamentos foram as de leite de vaca inteiro, embora também tenham sido detectados resíduos de medicamentos nas restantes amostras de leite.
Os investigadores reconhecem que não é possível extrapolar os resultados do estudo para os distintos tipos de leite, no entanto, confirma-se a validade do método.
A técnica baseia-se na utilização de um “sistema contínuo de extracção em fase sólida” das substâncias e na sua determinação através da cromatografia gasosa com espectrometria de massas (GC-MS).
Os testes de validação do método revelam que este é o mais fiável e um dos mais selectivos até agora descritos nas bibliografias, além de apresentar elevada precisão e exactidão e um reduzido tempo de análise (aproximadamente 30 minutos), salientou Evaristo Ballesteros.
Fonte: Consuma Seguridad