A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) emitiu um parecer sobre uma estimativa quantitativa do impacto na saúde pública do estabelecimento de uma nova meta para a redução da Salmonella em frangos.
A avaliação foi realizada pelo Painel Científico de Riscos Biológicos (BIOHAZ), na sequência de uma solicitação da Comissão Europeia.
A CE pediu especificamente que fosse avaliado o impacto na saúde pública, da redução para 1% da quantidade de bandos contaminados com Salmonella de todos os serótipos com impacto para a saúde pública, em comparação com a prevalência teórica no final do período de transacção (1% de bandos contaminados com Salmonella Enteritidis e/ou Salmonella Typhimurium), e a prevalência real reportada em 2009 pelos Estados-membros.
Para realizar esta avaliação, o Painel BIOAZ recorreu a um modelo desenvolvido por uma empresa que fornecia estimativas para a contribuição quantitativa dos frangos e das fontes de alimentação animal para a salmonelose humana na União Europeia (UE).
O modelo foi baseado na chamada abordagem do subtipo microbiológico que permite a distribuição entre os vários serotipos observados em diferentes fontes de alimentação animal com distribuição do serótipo encontrado em humanos. O relatório completo entregue à EFSA pela empresa fornece informação detalhada sobre este modelo de abordagem e dá os resultados.
O Painel BIOHAZ concluiu, baseado nos resultados do modelo BT-SAM, que 2,4% de todos os casos de salmonelose humana na UE, foram atribuídos aos frangos. Cerca de metade dos casos de associação à salmonelose humana foram causados por serótipos diferentes dos normalmente regulados. Salmonella Enteritidis e Salmonella Infantis constituíram 42% e 23 %, respectivamente, do total dos casos de frangos associados.
A Salmonella Kentucky e a Salmonella Virchow constituíram, individualmente, entre 4% e 5% de todos os casos associados aos frangos. Outros serótipos constituíram menos de 4% individualmente.
O Painel BIOHAZ concluiu que a situação em 2009 já revelava uma melhoria considerável, em comparação com os resultados do modelo BT-SAM, com uma redução de 69% no número de frangos associados aos casos humanos, em comparação com a situação em 2006.
Segundo o Painel BIOHAZ os principais factores que contribuíram para a incerteza dos resultados do modelo, para além da incerteza estatística, são a falta de monitorização harmonizada da salmonelose humana na UE, bem como os diferentes níveis de serótipos reportados, tanto nos casos humanos como na fonte de alimentação animal.
O Painel salienta que estas incertezas não podem ser estatisticamente quantificadas com o modelo empregue para suportar o parecer científico.
Fonte: EFSA/ASAE