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Alegações de saúde sem sustentação científica
2011-08-01
Qualfood

A esmagadora maioria (80%) das alegações de saúde, feitas em campanhas publicitárias de alimentos e suplementos nutricionais, não tem sustentação científica ou é demasiado genérica para receber o selo de aprovação das instituições de saúde europeias, revela uma análise efectuada pela União Europeia (UE).

O estudo teve início em 2008 e os resultados serão apresentados oficialmente em Dezembro. A partir daí, as directivas recomendadas pela UE terão de ser cumpridas.

Ao longo do estudo foram analisadas 2758 substâncias, para verificar se produzem os benefícios alegados na publicidade. A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA), responsável pelo relatório, baseou todas as suas decisões em conhecimentos científicos actuais e concluiu que cerca de 80% das alegações analisadas não têm sustentação na ciência, ainda que, até Dezembro, possam surgir estudos credíveis que venham a alterar os resultados.

Há vários anos que a UE quer proibir os abusos na publicidade de alimentos, que prometem benefícios para a saúde que na realidade são falsos, mas que levam as pessoas a consumirem em excesso por pensarem que os produtos são bons para a saúde ou menos perigosos que os originais.

Noutros casos, promove-se a adição de substâncias, como o cálcio, que já se encontram por si só no produto original ou adicionam-se ingredientes saudáveis, com respectiva promoção, em produtos cujo consumo excessivo é prejudicial.

Num texto publicado no seu site, a EFSA informa que os peritos chumbaram alegações em que não era identificada uma substância específica ("probiótico" ou "fibra dietética"), em que não havia provas do benefício alegado (como "propriedades antioxidantes" ou "eliminação de líquidos"), em que a alegação de saúde era pouco específica ("energia", "vitalidade" ou alegados benefícios para a saúde das mulheres ou cerebrais) ou alegações que relacionavam referências demasiado genéricas, como "frutas e vegetais" ou "produtos lácteos", com efeitos específicos na saúde.

Fonte: DN Ciência

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