Um novo estudo americano afirma que não existem diferenças na qualidade nutricional dos ovos produzidos em sistemas convencionais – com as aves alojadas em gaiolas – e dos ovos produzidos no sistema “free-range” – com as aves em liberdade.
O estudo também salienta que os níveis de colesterol detectados nos dois tipos de ovos estavam abaixo dos níveis adoptados como referência oficial pelo USDA Guidelines.
A maioria dos consumidores mantém a percepção de que os ovos produzidos pelo sistema “free-range” são mais ricos nutricionalmente do que ovos produzidos em sistemas convencionais, em gaiolas. No entanto, o estudo “Comparison of Fatty Acid, Cholesterol, and Vitamin A and E Composition in Eggs from Hens Housed in Conventional Cage and Range Production Facilities", conduzido pelo professor do Departamento de Ciência Avícola da Universidade da Carolina do Norte, nos EUA, o Dr. Kenneth E. Anderson, contraria este paradigma.
O estudo concluiu que os ovos, independentemente do local onde são produzidos, são alimentos muito nutritivos. “Ovos oriundos de sistemas free-range revelaram níveis totais de gorduras maiores do que os ovos de sistemas confinados em gaiolas, mas não apresentaram níveis superiores de colesterol”, explica Anderson.
É provável, porém – afirma o professor – que a descoberta mais impressionante esteja no fato de os dois tipos de ovos apresentarem níveis de colesterol abaixo do esperado. E isso pode levar o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) a reavaliar o USDA Guidelines e reduzir – no USDA Nutrient Database – o nível de colesterol dos ovos de 213 mg para 185 mg.
Fonte: AviSite