Uma contaminação com cianobactérias está a afectar a barragem de As Conchas, na Galiza, e poderá atingir águas nacionais.
A partir do momento em que houve conhecimento oficial do problema, “foi accionado um calendário excepcional de monitorização”, revela a Administração da Região Hidrográfica do Norte (ARHN). Na sexta-feira passada foi recolhida uma “amostra pontual” na albufeira Touvedo, cujos resultados devem ser conhecidos hoje.
A ARHN explica que em situações excepcionais, a periodicidade da monitorização é feita em função da dimensão do problema, ou seja, não existe regra. As análises são iniciadas após identificação visual das cianobactérias, o que ainda não se verificou, e só terminam após o seu desaparecimento. Em todo o caso, esta entidade entende que “o caso não é para alarme” e que a qualidade da água no troço português do rio Lima “não está, para já, posta em causa”.
“O rio Lima tem sido monitorizado e os valores até agora obtidos estão abaixo dos limiares que podem ser perigosos para a saúde”, acrescentou a ARHN, explicando que ”os processos de tratamento “permitem remover eventuais presenças destes contaminantes, assegurando que não é colocada em risco a saúde pública” dos consumidores.
A hipótese de contaminação não está colocada de parte. Dependerá de vários factores e até das tentativas que os vizinhos galegos levarem a cabo para tentar conter a chegada das algas ao lado português. A imprensa galega dava conta, no passado dia 10, de uma experiência realizada em algumas zonas do rio, com casca de eucalipto, para travar a propagação das cianobactérias, mas ao que parece, sem resultados práticos.
Fonte: Público