Bactérias transgénicas, que suportam altas concentrações de mercúrio, poderiam ser a solução para limpar áreas contaminadas com este metal, revela um estudo da Universidade Interamericana de Porto Rico.
O investigador Oscar Ruiz e os seus colegas consideram que as bactérias transgénicas criadas por eles em laboratório poderão ser uma alternativa às custosas técnicas de descontaminação adoptadas actualmente. É de salientar que o mercúrio, que pode entrar na cadeia alimentar, é muito tóxico, sobretudo na forma de metilmercúrio, para humanos e animais.
Estes organismos unicelulares apresentam capacidade para se proliferar numa solução com 24 vezes superior à dose mortal de mercúrio para bactérias não resistentes. Os organismos geneticamente modificados conseguiram absorver em cinco dias 80% do mercúrio contido no líquido, segundo estudo publicado na BMC Biotechnology.
A Escherichia coli (E. coli) tornou-se resistente a altas concentrações de mercúrio, graças à inserção de um gene que permite a produção de metalotioneína, proteína que desempenha um papel de desintoxicante no organismo de ratos. As bactérias geneticamente modificadas demonstraram, no estudo, serem capazes de extrair mercúrio de um líquido e este poderá ser utilizado em novas aplicações industriais.
Fonte: Ciência Hoje